Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Poço das Antas - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Poço das Antas, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 24poços cadastrados
  • 98,9 mprofundidade média
  • 97 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Poço das Antas - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Poço das Antas - RS. A profundidade média é de 98,9 m e a mediana, 97 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 32 dos 842 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
98,9 m
Profundidade mediana
97 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
16 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.171 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
32 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Poço das Antas, com profundidade média de 98,9 m (mediana de 97 m, variando de 24 m a 186 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Poço das Antas é 16 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Poço das Antas

Poços cadastrados em Poço das Antas - RS
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média98,9 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana97 m
Faixa de profundidade24 m a 186 m
Nível estático médio15,7 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio38,9 m 19 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 54% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Poço das Antas 24 m mínimo 97 m mediana 186 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Poço das Antas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 17% 50-100 m 9 · 38% 100-150 m 8 · 33% 150-200 m 3 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Poço das Antas 1 1960 3 1980 8 1990 10 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Poço das Antas. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 12 · 57% Abastecimento urbano 7 · 33% Abastecimento industrial 2 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 12 poços
  • Formação Botucatu — 7 poços

O território e o subsolo de Poço das Antas

Poço das Antas tem 2.171 habitantes distribuídos em 67,6 km², o que dá 32,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 32 dos 842 domicílios de Poço das Antas — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 28 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Poço das Antas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Poço das Antas

Com base em 1.205 poços cadastrados num raio de 30 km de Poço das Antas - RS, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 198 m, com profundidade mediana de 122 m. A vazão mediana calculada é de 9,7 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 19,3 m³/h), sobre 713 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Poço das Antas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.205 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

122 mprofundidade mediana
9,7 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
42,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 713 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Poço das Antas: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta1.205 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Poço das Antas costumam descer

  • até 50 m 4%49
  • 50 a 100 m 29%347
  • 100 a 150 m 39%466
  • acima de 150 m 28%328

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,8 m³/h 123 m 904590 com teste
Formação Botucatu 7,1 m³/h 120 m 3724 com teste
Formação Piramboia 5,6 m³/h 128 m 66 com teste
Formação Rosário do Sul 6,2 m³/h 104 m 64 com teste
Eluvião 234,9 m³/h 92 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m40 poços Formação Serra Geral 36 · Formação Botucatu 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m275 poços Formação Serra Geral 255 · Formação Botucatu 12 · Eluvião 3
  • 100 a 150 m374 poços Formação Serra Geral 349 · Formação Botucatu 14 · Formação Piramboia 4
  • acima de 150 m276 poços Formação Serra Geral 264 · Formação Botucatu 9 · Formação Rosário do Sul 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Poço das Antas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Poço das Antas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.