Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maratá - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maratá, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 35poços cadastrados
  • 109,5 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 31,4 mnível estático médio

Como são os poços em Maratá - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Maratá - RS. A profundidade média é de 109,5 m e a mediana, 104 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 102 dos 973 domicílios do município — 10,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
109,5 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
31,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
5,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.470 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
102 (10,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Maratá, com profundidade média de 109,5 m (mediana de 104 m, variando de 51 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maratá é 5,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Maratá

Poços cadastrados em Maratá - RS
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média109,5 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade51 m a 180 m
Nível estático médio31,4 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,3 m 31 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 31 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 77% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Maratá 51 m mínimo 104 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maratá por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 17 · 49% 100-150 m 14 · 40% 150-200 m 4 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maratá 18 1990 13 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maratá. Valores em poços. Abastecimento urbano 14 · 52% Abastecimento doméstico 9 · 33% Abastecimento doméstico/animal 3 · 11% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 23 poços
  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 29 poços
  • Formação Botucatu — 7 poços
  • Formação Piramboia — 1 poço

O território e o subsolo de Maratá

Maratá tem 2.470 habitantes distribuídos em 82,1 km², o que dá 30,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montenegro, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 102 dos 973 domicílios de Maratá — 10,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 89 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 48 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maratá

Com base em 961 poços cadastrados num raio de 30 km de Maratá - RS, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 204 m, com profundidade mediana de 127 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 16,5 m³/h), sobre 538 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maratá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 961 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

127 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
34,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 538 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maratá: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta961 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 54peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maratá costumam descer

  • até 50 m 4%41
  • 50 a 100 m 27%252
  • 100 a 150 m 38%360
  • acima de 150 m 31%289

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,0 m³/h 126 m 625379 com teste
Formação Botucatu 6,7 m³/h 130 m 7748 com teste
Formação Piramboia 3,4 m³/h 128 m 3123 com teste
Formação Rosário do Sul 4,0 m³/h 150 m 2722 com teste
Aluviões 1,9 m³/h 100 m 43 com teste
Eluvião 308,2 m³/h 94 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m36 poços Formação Serra Geral 32 · Formação Botucatu 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m207 poços Formação Serra Geral 171 · Formação Botucatu 18 · Formação Piramboia 7
  • 100 a 150 m294 poços Formação Serra Geral 226 · Formação Botucatu 36 · Formação Piramboia 16
  • acima de 150 m238 poços Formação Serra Geral 196 · Formação Botucatu 20 · Formação Rosário do Sul 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maratá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maratá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.