Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cruz Alta - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cruz Alta, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 56poços cadastrados
  • 110,9 mprofundidade média
  • 99 mprofundidade mediana
  • 23,1 mnível estático médio

Como são os poços em Cruz Alta - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 56 poços em Cruz Alta - RS. A profundidade média é de 110,9 m e a mediana, 99 m, medida em 56 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.044 dos 22.772 domicílios do município — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
56
Profundidade média
110,9 m
Profundidade mediana
99 m
Nível estático médio
23,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
58.913 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.044 (4,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 56 poços em Cruz Alta, com profundidade média de 110,9 m (mediana de 99 m, variando de 45 m a 313 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 98% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cruz Alta é 4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Cruz Alta

Poços cadastrados em Cruz Alta - RS
Poços no cadastro nacional56 poços
Profundidade média110,9 m 56 poços com o dado
Profundidade mediana99 m
Faixa de profundidade45 m a 313 m
Nível estático médio23,1 m 51 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,3 m 48 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 45 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 98% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão56 de 56
Distribuição das profundidades em Cruz Alta 45 m mínimo 99 m mediana 313 m máximo
Metade dos poços fica entre 67 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cruz Alta por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 9% 50-100 m 26 · 46% 100-150 m 13 · 23% 150-200 m 10 · 18% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cruz Alta 1 1950 3 1960 5 1970 14 1980 4 1990 20 2000 7 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cruz Alta. Valores em poços. Abastecimento urbano 11 · 50% Abastecimento doméstico 6 · 27% Abastecimento industrial 2 · 9% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 5% Sem uso 1 · 5% Outros (lazer,etc.) 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 46 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 46 poços
  • Formação Tupanciretã — 1 poço

O território e o subsolo de Cruz Alta

Cruz Alta tem 58.913 habitantes distribuídos em 1.360,5 km², o que dá 43,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruz Alta, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 1.044 dos 22.772 domicílios de Cruz Alta — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 979 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 788 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cruz Alta, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cruz Alta

Com base em 83 poços cadastrados num raio de 30 km de Cruz Alta - RS, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 186 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 22,8 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cruz Alta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 83 poços no raio, contra 56 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cruz Alta: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta83 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cruz Alta costumam descer

  • até 50 m 6%5
  • 50 a 100 m 43%36
  • 100 a 150 m 29%24
  • acima de 150 m 22%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 15,0 m³/h 118 m 6250 com teste
Eluvião 5,6 m³/h 113 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m26 poços Formação Serra Geral 23 · Formação Tupanciretã 2 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m21 poços Formação Serra Geral 19 · Eluvião 2
  • acima de 150 m18 poços Formação Serra Geral 17 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cruz Alta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cruz Alta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.