Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Porto Alegre - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 415poços cadastrados
  • 113,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Porto Alegre - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 415 poços em Porto Alegre - RS. A profundidade média é de 113,2 m e a mediana, 100 m, medida em 414 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.335 dos 558.252 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
415
Profundidade média
113,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.332.845 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.335 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 415 poços em Porto Alegre, com profundidade média de 113,2 m (mediana de 100 m, variando de 11,3 m a 301 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Porto Alegre é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Porto Alegre

Poços cadastrados em Porto Alegre - RS
Poços no cadastro nacional415 poços
Profundidade média113,2 m 414 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade11,3 m a 301 m
Nível estático médio12,5 m 342 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,3 m 341 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 320 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 87 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 190 poços
Poços com teste de vazão415 de 415
Distribuição das profundidades em Porto Alegre 11,3 m mínimo 100 m mediana 301 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 142 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Porto Alegre por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 39 · 9% 50-100 m 177 · 43% 100-150 m 117 · 28% 150-200 m 49 · 12% acima de 200 m 32 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Porto Alegre 8 1950 16 1960 36 1970 36 1980 190 1990 106 2000 14 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Porto Alegre. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 87 · 46% Abastecimento industrial 46 · 24% Abastecimento doméstico 35 · 18% Outros (lazer,etc.) 8 · 4% Abastecimento urbano 7 · 4% Sem uso 7 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 367 poços
  • Poroso — 17 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 278 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 75 poços
  • Aluviões — 32 poços
  • Depósitos Alúvio-Coluvionares — 16 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 15 poços
  • Quaternário — 14 poços

O território e o subsolo de Porto Alegre

Porto Alegre tem 1.332.845 habitantes distribuídos em 495,4 km², o que dá 2.690,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 1.335 dos 558.252 domicílios de Porto Alegre — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.147 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.431 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Porto Alegre, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Porto Alegre

Com base em 1.386 poços cadastrados num raio de 30 km de Porto Alegre - RS, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 193 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 7,2 m³/h), sobre 1.015 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (58% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Porto Alegre se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.386 poços no raio, contra 415 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
49,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.015 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Porto Alegre: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta1.386 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Porto Alegre costumam descer

  • até 50 m 11%149
  • 50 a 100 m 38%528
  • 100 a 150 m 29%400
  • acima de 150 m 22%298

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,1 m³/h 100 m 344251 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 5,0 m³/h 126 m 140126 com teste
Aluviões 3,6 m³/h 86 m 11977 com teste
Formação Irati 4,8 m³/h 110 m 9991 com teste
Formação Rio Bonito 4,8 m³/h 150 m 9375 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 98 m 5943 com teste
Formação Rosário do Sul 3,7 m³/h 126 m 4641 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 4,3 m³/h 95 m 3925 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m125 poços Aluviões 34 · Complexo Granito-Gnáissico 31 · Quaternário 13
  • 50 a 100 m443 poços Complexo Granito-Gnáissico 142 · Subgrupo Rio do Rastro 43 · Formação Irati 41
  • 100 a 150 m349 poços Complexo Granito-Gnáissico 91 · Subgrupo Rio do Rastro 52 · Formação Irati 37
  • acima de 150 m269 poços Complexo Granito-Gnáissico 80 · Formação Rio Bonito 42 · Subgrupo Rio do Rastro 42

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Porto Alegre?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Porto Alegre.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.