Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tacaratu - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tacaratu, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • formação tacaratu
  • 300poços cadastrados
  • 111,6 mprofundidade média
  • 85 mprofundidade mediana
  • 25,6 mnível estático médio

Como são os poços em Tacaratu - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 300 poços em Tacaratu - PE. A profundidade média é de 111,6 m e a mediana, 85 m, medida em 175 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Tacaratu. No Censo 2022, 1.309 dos 7.343 domicílios do município — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
300
Profundidade média
111,6 m
Profundidade mediana
85 m
Nível estático médio
25,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Tacaratu
Ante a média do estado
44,1 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
23.902 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.309 (17,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 300 poços em Tacaratu, com profundidade média de 111,6 m (mediana de 85 m, variando de 25 m a 500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Tacaratu, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tacaratu é 44,1 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Tacaratu

Poços cadastrados em Tacaratu - PE
Poços no cadastro nacional300 poços
Profundidade média111,6 m 175 poços com o dado
Profundidade mediana85 m
Faixa de profundidade25 m a 500 m
Nível estático médio25,6 m 76 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,8 m 60 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 57 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 82% dos registros
Rocha predominanteFormação Tacaratu 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 60 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 49 poços
Poços com teste de vazão300 de 300
Distribuição das profundidades em Tacaratu 25 m mínimo 85 m mediana 500 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tacaratu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 24 · 14% 50-100 m 81 · 46% 100-150 m 29 · 17% 150-200 m 24 · 14% acima de 200 m 17 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tacaratu 1 1950 24 1960 30 1970 16 1980 13 1990 49 2000 12 2010 27 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tacaratu. Valores em poços. Abastecimento urbano 60 · 53% Abastecimento doméstico/animal 25 · 22% Pecuária 11 · 10% Abastecimento múltiplo 9 · 8% Doméstico/irrigação/animal 6 · 5% Abastecimento doméstico 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 40 poços
  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Tacaratu — 26 poços
  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 7 poços
  • Grupo Brotas — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de Tacaratu

Tacaratu tem 23.902 habitantes distribuídos em 1.264,5 km², o que dá 18,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Serra Talhada.

No Censo 2022, 1.309 dos 7.343 domicílios de Tacaratu — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.228 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.908 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tacaratu

Com base em 505 poços cadastrados num raio de 30 km de Tacaratu - PE, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 188 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,1 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 6,0 m³/h), sobre 90 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tacaratu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 505 poços no raio, contra 300 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,1 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
17,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 90 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tacaratu: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta505 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 24peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 7peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 92peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tacaratu costumam descer

  • até 50 m 18%56
  • 50 a 100 m 44%136
  • 100 a 150 m 18%56
  • acima de 150 m 20%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Tacaratu 5,5 m³/h 100 m 3018 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 91 m 2615 com teste
Corpo Cristalino 2,3 m³/h 45 m 1812 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 60 m 129 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m21 poços Corpo Cristalino 11 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4 · Formação Tacaratu 4
  • 50 a 100 m40 poços Formação Tacaratu 12 · Pré-Cambriano Indiviso 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10
  • 100 a 150 m15 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9 · Formação Tacaratu 3 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m14 poços Formação Tacaratu 11 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tacaratu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tacaratu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.