Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Abreu e Lima - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Abreu e Lima, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • coberturas sedimentares indiferenciadas
  • 254poços cadastrados
  • 117,5 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 31,5 mnível estático médio

Como são os poços em Abreu e Lima - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 254 poços em Abreu e Lima - PE. A profundidade média é de 117,5 m e a mediana, 120 m, medida em 77 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas. No Censo 2022, 4.701 dos 34.672 domicílios do município — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
254
Profundidade média
117,5 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
31,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas
Ante a média do estado
50 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
98.462 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.701 (13,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 254 poços em Abreu e Lima, com profundidade média de 117,5 m (mediana de 120 m, variando de 8 m a 261 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Abreu e Lima é 50 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Abreu e Lima

Poços cadastrados em Abreu e Lima - PE
Poços no cadastro nacional254 poços
Profundidade média117,5 m 77 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade8 m a 261 m
Nível estático médio31,5 m 53 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,3 m 53 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 48 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Sedimentares Indiferenciadas 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 36 poços
Poços com teste de vazão254 de 254
Distribuição das profundidades em Abreu e Lima 8 m mínimo 120 m mediana 261 m máximo
Metade dos poços fica entre 52 m e 158 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Abreu e Lima por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 23% 50-100 m 15 · 19% 100-150 m 22 · 29% 150-200 m 7 · 9% acima de 200 m 15 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Abreu e Lima 6 1970 36 1980 19 1990 14 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Abreu e Lima. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 22 · 43% Abastecimento industrial 17 · 33% Abastecimento urbano 5 · 10% Abastecimento doméstico 4 · 8% Irrigação 2 · 4% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formação Beberibe — 1 poço

O território e o subsolo de Abreu e Lima

Abreu e Lima tem 98.462 habitantes distribuídos em 126,4 km², o que dá 779,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Recife.

No Censo 2022, 4.701 dos 34.672 domicílios de Abreu e Lima — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.403 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.424 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Abreu e Lima

Com base em 2.138 poços cadastrados num raio de 30 km de Abreu e Lima - PE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 332 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 20,0 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 61,5 m³/h), sobre 477 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Abreu e Lima se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.138 poços no raio, contra 254 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
20,0 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
75,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 477 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Abreu e Lima: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta2.138 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Abreu e Lima costumam descer

  • até 50 m 16%145
  • 50 a 100 m 29%255
  • 100 a 150 m 18%163
  • acima de 150 m 36%319

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Beberibe 24,0 m³/h 100 m 2117 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 25,0 m³/h 70 m 1910 com teste
Corpo Cristalino 2,1 m³/h 54 m 95 com teste
Grupo Barreiras 3,0 m³/h 75 m 52 com teste
Grupo Barreira Indiviso 54,4 m³/h 181 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Corpo Cristalino 3 · Grupo Barreiras 2
  • 50 a 100 m24 poços Formação Beberibe 10 · Corpo Cristalino 6 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6
  • 100 a 150 m5 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Aluviões 1 · Formação Beberibe 1
  • acima de 150 m21 poços Formação Beberibe 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Grupo Barreira Indiviso 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Abreu e Lima?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Abreu e Lima.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.