Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Inajá - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Inajá, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • formação inajá
  • 1.054poços cadastrados
  • 121,3 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 30,1 mnível estático médio

Como são os poços em Inajá - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 1.054 poços em Inajá - PE. A profundidade média é de 121,3 m e a mediana, 100 m, medida em 462 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Inajá. No Censo 2022, 2.855 dos 7.310 domicílios do município — 39,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
1.054
Profundidade média
121,3 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
30,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Inajá
Ante a média do estado
53,8 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
25.603 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.855 (39,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1.054 poços em Inajá, com profundidade média de 121,3 m (mediana de 100 m, variando de 2,3 m a 727,4 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Inajá, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Inajá é 53,8 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Inajá

Poços cadastrados em Inajá - PE
Poços no cadastro nacional1.054 poços
Profundidade média121,3 m 462 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade2,3 m a 727,4 m
Nível estático médio30,1 m 199 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,2 m 68 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 66 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 99% dos registros
Rocha predominanteFormação Inajá 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 68 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 267 poços
Poços com teste de vazão1.054 de 1.054
Distribuição das profundidades em Inajá 2,3 m mínimo 100 m mediana 727,4 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Inajá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 26 · 6% 50-100 m 234 · 51% 100-150 m 120 · 26% 150-200 m 36 · 8% acima de 200 m 46 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Inajá 1 1950 34 1960 44 1970 31 1980 67 1990 267 2000 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Inajá. Valores em poços. Abastecimento urbano 68 · 38% Abastecimento múltiplo 46 · 26% Abastecimento doméstico/animal 25 · 14% Irrigação 24 · 13% Doméstico/irrigação/animal 9 · 5% Pecuária 7 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 80 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Inajá — 71 poços
  • Formação Aliança — 5 poços
  • Formação Tacaratu — 5 poços
  • Formação Marizal — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Ilhas — 1 poço

O território e o subsolo de Inajá

Inajá tem 25.603 habitantes distribuídos em 1.231,4 km², o que dá 20,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Arcoverde, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 2.855 dos 7.310 domicílios de Inajá — 39,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.818 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.042 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Inajá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Inajá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.