Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itapissuma - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itapissuma, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • formação beberibe
  • 91poços cadastrados
  • 105,3 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 25,6 mnível estático médio

Como são os poços em Itapissuma - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 91 poços em Itapissuma - PE. A profundidade média é de 105,3 m e a mediana, 104 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 1.436 dos 8.221 domicílios do município — 17,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
91
Profundidade média
105,3 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
25,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Beberibe
Ante a média do estado
37,8 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
27.749 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.436 (17,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 91 poços em Itapissuma, com profundidade média de 105,3 m (mediana de 104 m, variando de 19 m a 211,7 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itapissuma é 37,8 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Itapissuma

Poços cadastrados em Itapissuma - PE
Poços no cadastro nacional91 poços
Profundidade média105,3 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade19 m a 211,7 m
Nível estático médio25,6 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,1 m 17 poços com o dado
Vazão específica média3,6 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Beberibe 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão91 de 91
Distribuição das profundidades em Itapissuma 19 m mínimo 104 m mediana 211,7 m máximo
Metade dos poços fica entre 67 m e 148 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itapissuma por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 20% 50-100 m 9 · 26% 100-150 m 12 · 34% 150-200 m 4 · 11% acima de 200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itapissuma 8 1960 2 1970 3 1980 9 1990 7 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itapissuma. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 15 · 48% Abastecimento industrial 10 · 32% Abastecimento doméstico 4 · 13% Abastecimento urbano 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Beberibe — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Itapissuma

Itapissuma tem 27.749 habitantes distribuídos em 74,0 km², o que dá 375,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Recife.

No Censo 2022, 1.436 dos 8.221 domicílios de Itapissuma — 17,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.321 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.377 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itapissuma

Com base em 2.227 poços cadastrados num raio de 30 km de Itapissuma - PE, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 330 m, com profundidade mediana de 113 m. A vazão mediana calculada é de 19,8 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 61,1 m³/h), sobre 499 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itapissuma se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.227 poços no raio, contra 91 poços dentro do município.

113 mprofundidade mediana
19,8 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
78,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 499 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itapissuma: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta2.227 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itapissuma costumam descer

  • até 50 m 17%156
  • 50 a 100 m 28%262
  • 100 a 150 m 19%178
  • acima de 150 m 36%336

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Beberibe 24,0 m³/h 100 m 2117 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,0 m³/h 70 m 2011 com teste
Corpo Cristalino 13,2 m³/h 53 m 62 com teste
Grupo Barreiras 3,0 m³/h 75 m 52 com teste
Grupo Barreira Indiviso 54,4 m³/h 181 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Corpo Cristalino 3 · Grupo Barreiras 2
  • 50 a 100 m22 poços Formação Beberibe 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Corpo Cristalino 3
  • 100 a 150 m5 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Aluviões 1 · Formação Beberibe 1
  • acima de 150 m21 poços Formação Beberibe 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Grupo Barreira Indiviso 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itapissuma?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itapissuma.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.