Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tacaimbó - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tacaimbó, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 31poços cadastrados
  • 53,4 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 4,2 mnível estático médio

Como são os poços em Tacaimbó - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Tacaimbó - PE. A profundidade média é de 53,4 m e a mediana, 50 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 23 dos 4.827 domicílios do município — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
53,4 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
4,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
14,1 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
13.738 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
23 (0,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Tacaimbó, com profundidade média de 53,4 m (mediana de 50 m, variando de 1,5 m a 145 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tacaimbó é 14,1 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Tacaimbó

Poços cadastrados em Tacaimbó - PE
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média53,4 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade1,5 m a 145 m
Nível estático médio4,2 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,8 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 10 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Tacaimbó 1,5 m mínimo 50 m mediana 145 m máximo
Metade dos poços fica entre 43 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tacaimbó por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 53% 50-100 m 13 · 43% 100-150 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tacaimbó 6 1970 10 1980 5 1990 3 2000 2 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tacaimbó. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 5 · 56% Doméstico/irrigação/animal 2 · 22% Abastecimento múltiplo 1 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 7 poços

O território e o subsolo de Tacaimbó

Tacaimbó tem 13.738 habitantes distribuídos em 227,6 km², o que dá 60,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Jardim – Pesqueira, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 23 dos 4.827 domicílios de Tacaimbó — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 16 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.028 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tacaimbó, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tacaimbó

Com base em 614 poços cadastrados num raio de 30 km de Tacaimbó - PE, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 61 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,2 m³/h (metade dos poços entre 0,4 m³/h e 3,2 m³/h), sobre 127 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tacaimbó se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 614 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,2 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
21,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 127 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tacaimbó: 26/100

26 de 100

Confiança: amostra alta614 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 2peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tacaimbó costumam descer

  • até 50 m 55%237
  • 50 a 100 m 45%194
  • 100 a 150 m 0%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m25 poços Corpo Cristalino 25
  • 50 a 100 m28 poços Corpo Cristalino 28

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tacaimbó?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tacaimbó.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.