Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Calumbi - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Calumbi, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 57poços cadastrados
  • 106 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 7,8 mnível estático médio

Como são os poços em Calumbi - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 57 poços em Calumbi - PE. A profundidade média é de 106 m e a mediana, 50 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 468 dos 1.795 domicílios do município — 26,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
57
Profundidade média
106 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
7,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
38,5 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
5.228 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
468 (26,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 57 poços em Calumbi, com profundidade média de 106 m (mediana de 50 m, variando de 25 m a 2.010 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Calumbi é 38,5 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Calumbi

Poços cadastrados em Calumbi - PE
Poços no cadastro nacional57 poços
Profundidade média106 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade25 m a 2.010 m
Nível estático médio7,8 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio19,8 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão57 de 57
Distribuição das profundidades em Calumbi 25 m mínimo 50 m mediana 2.010 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Calumbi por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 56% 50-100 m 13 · 32% 100-150 m 2 · 5% 150-200 m 2 · 5% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Calumbi 1 1900 5 1980 4 1990 26 2000 4 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Calumbi. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 19 · 59% Abastecimento doméstico 8 · 25% Abastecimento múltiplo 3 · 9% Irrigação 1 · 3% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 5 poços

O território e o subsolo de Calumbi

Calumbi tem 5.228 habitantes distribuídos em 179,3 km², o que dá 29,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Serra Talhada.

No Censo 2022, 468 dos 1.795 domicílios de Calumbi — 26,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 258 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 572 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Calumbi

Com base em 1.039 poços cadastrados num raio de 30 km de Calumbi - PE, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 65 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,8 m³/h (metade dos poços entre 0,8 m³/h e 4,0 m³/h), sobre 184 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Calumbi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.039 poços no raio, contra 57 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,8 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
36,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 184 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Calumbi: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra alta1.039 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 7peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Calumbi costumam descer

  • até 50 m 66%383
  • 50 a 100 m 31%179
  • 100 a 150 m 2%9
  • acima de 150 m 1%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Corpo Cristalino 27
  • 50 a 100 m4 poços Corpo Cristalino 3 · Pré-Cambriano Indiviso 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Calumbi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Calumbi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.