Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Sete Lagoas - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sete Lagoas, Minas Gerais.
- aquífero carstico
- formação sete lagoas
- 208poços cadastrados
- 92,9 mprofundidade média
- 90 mprofundidade mediana
- 17,1 mnível estático médio
Como são os poços em Sete Lagoas - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 208 poços em Sete Lagoas - MG. A profundidade média é de 92,9 m e a mediana, 90 m, medida em 198 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Sete Lagoas. No Censo 2022, 1.599 dos 81.943 domicílios do município — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 208
- Profundidade média
- 92,9 m
- Profundidade mediana
- 90 m
- Nível estático médio
- 17,1 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Formação Sete Lagoas
- Ante a média do estado
- 3,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 227.397 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.599 (2%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 208 poços em Sete Lagoas, com profundidade média de 92,9 m (mediana de 90 m, variando de 30 m a 218 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sete Lagoas, presente em 50% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Sete Lagoas é 3,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Sete Lagoas
| Poços no cadastro nacional | 208 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 92,9 m 198 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 90 m |
| Faixa de profundidade | 30 m a 218 m |
| Nível estático médio | 17,1 m 149 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 35 m 148 poços com o dado |
| Vazão específica média | 19,7 m³/h por metro 128 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 76% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Sete Lagoas 50% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 46 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1980 97 poços |
| Poços com teste de vazão | 208 de 208 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 147 poços
- Fissural — 40 poços
- Poroso — 6 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Sete Lagoas — 94 poços
- Subgrupo Paraopeba — 35 poços
- Grupo Bambuí — 27 poços
- Complexo Belo Horizonte — 20 poços
- Formação Serra de Santa Helena — 6 poços
- Aluviões — 5 poços
O território e o subsolo de Sete Lagoas
Sete Lagoas tem 227.397 habitantes distribuídos em 536,9 km², o que dá 423,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.
No Censo 2022, 1.599 dos 81.943 domicílios de Sete Lagoas — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.099 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.349 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Sete Lagoas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Sete Lagoas
Com base em 563 poços cadastrados num raio de 30 km de Sete Lagoas - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 142 m, com profundidade mediana de 86 m. A vazão mediana calculada é de 16,0 m³/h (metade dos poços entre 8,0 m³/h e 31,4 m³/h), sobre 315 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (56% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sete Lagoas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 563 poços no raio, contra 208 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 315 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Sete Lagoas: 77/100
Confiança: amostra alta563 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 73peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 43peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Sete Lagoas costumam descer
- até 50 m 10%52
- 50 a 100 m 56%280
- 100 a 150 m 29%148
- acima de 150 m 5%23
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Sete Lagoas | 25,5 m³/h | 86 m | 15095 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 18,2 m³/h | 80 m | 8442 com teste |
| Complexo Belo Horizonte | 12,0 m³/h | 96 m | 7858 com teste |
| Formação Serra de Santa Helena | 12,5 m³/h | 97 m | 5946 com teste |
| Grupo Bambuí | 10,6 m³/h | 80 m | 5823 com teste |
| Proterozoico Superior | 57,6 m³/h | 95 m | 148 com teste |
| Aluviões | 21,8 m³/h | 80 m | 85 com teste |
| Coberturas Detrítico-Lateríticas | 20,3 m³/h | 41 m | 44 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m48 poços Formação Sete Lagoas 12 · Subgrupo Paraopeba 8 · Formação Serra de Santa Helena 8
- 50 a 100 m258 poços Formação Sete Lagoas 88 · Subgrupo Paraopeba 51 · Complexo Belo Horizonte 39
- 100 a 150 m135 poços Formação Sete Lagoas 42 · Complexo Belo Horizonte 31 · Subgrupo Paraopeba 20
- acima de 150 m22 poços Formação Sete Lagoas 8 · Formação Serra de Santa Helena 5 · Subgrupo Paraopeba 5
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Sete Lagoas?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sete Lagoas.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Sete Lagoas
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Minas Gerais com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.