Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Verdelândia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Verdelândia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 365poços cadastrados
  • 92,7 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 20,8 mnível estático médio

Como são os poços em Verdelândia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 365 poços em Verdelândia - MG. A profundidade média é de 92,7 m e a mediana, 90 m, medida em 249 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 723 dos 2.516 domicílios do município — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
365
Profundidade média
92,7 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
20,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
4,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.672 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
723 (28,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 365 poços em Verdelândia, com profundidade média de 92,7 m (mediana de 90 m, variando de 1 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Verdelândia é 4,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Verdelândia

Poços cadastrados em Verdelândia - MG
Poços no cadastro nacional365 poços
Profundidade média92,7 m 249 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade1 m a 198 m
Nível estático médio20,8 m 141 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,6 m 111 poços com o dado
Vazão específica média11,5 m³/h por metro 106 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 54% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 94% dos registros
Uso mais comumIrrigação 55 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 57 poços
Poços com teste de vazão365 de 365
Distribuição das profundidades em Verdelândia 1 m mínimo 90 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 66,5 m e 110 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Verdelândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 25 · 10% 50-100 m 148 · 59% 100-150 m 61 · 24% 150-200 m 15 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Verdelândia 55 1900 6 1950 10 1960 57 1970 21 1980 57 1990 26 2000 29 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Verdelândia. Valores em poços. Irrigação 55 · 27% Abastecimento doméstico/animal 54 · 26% Sem uso 34 · 17% Pecuária 26 · 13% Abastecimento doméstico 18 · 9% Abastecimento múltiplo 17 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 89 poços
  • Carstico — 74 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 154 poços
  • Grupo Bambuí — 6 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 4 poços

O território e o subsolo de Verdelândia

Verdelândia tem 7.672 habitantes distribuídos em 1.570,6 km², o que dá 4,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Janaúba, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 723 dos 2.516 domicílios de Verdelândia — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 649 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 737 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Verdelândia

Com base em 642 poços cadastrados num raio de 30 km de Verdelândia - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 150 m, com profundidade mediana de 87 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 189 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Verdelândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 642 poços no raio, contra 365 poços dentro do município.

87 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
22,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 189 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Verdelândia: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta642 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Verdelândia costumam descer

  • até 50 m 11%49
  • 50 a 100 m 59%270
  • 100 a 150 m 22%102
  • acima de 150 m 9%40

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 6,5 m³/h 85 m 263143 com teste
Grupo Bambuí 28,7 m³/h 100 m 249 com teste
Formação Lagoa do Jacare 5,9 m³/h 150 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Subgrupo Paraopeba 23 · Grupo Bambuí 5 · Grupo Areado 1
  • 50 a 100 m176 poços Subgrupo Paraopeba 165 · Grupo Bambuí 10 · Formacao Urucuia 1
  • 100 a 150 m69 poços Subgrupo Paraopeba 59 · Formação Lagoa do Jacare 5 · Grupo Bambuí 5
  • acima de 150 m21 poços Subgrupo Paraopeba 15 · Grupo Bambuí 4 · Formação Serra de Santa Helena 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Verdelândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Verdelândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.