Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Serranópolis de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Serranópolis de Minas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo porteirinha
  • 33poços cadastrados
  • 80,6 mprofundidade média
  • 81 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Serranópolis de Minas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Serranópolis de Minas - MG. A profundidade média é de 80,6 m e a mediana, 81 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Porteirinha. No Censo 2022, 166 dos 1.526 domicílios do município — 10,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
80,6 m
Profundidade mediana
81 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Porteirinha
Ante a média do estado
16,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.399 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
166 (10,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Serranópolis de Minas, com profundidade média de 80,6 m (mediana de 81 m, variando de 21,7 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Porteirinha, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Serranópolis de Minas é 16,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Serranópolis de Minas

Poços cadastrados em Serranópolis de Minas - MG
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média80,6 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana81 m
Faixa de profundidade21,7 m a 120 m
Nível estático médio13,5 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,2 m 24 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Porteirinha 48% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Serranópolis de Minas 21,7 m mínimo 81 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Serranópolis de Minas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 10% 50-100 m 20 · 69% 100-150 m 6 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Serranópolis de Minas 1 1970 10 1980 7 1990 11 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 27 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Porteirinha — 13 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 8 poços
  • Proterozoico Inferior — 5 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Serranópolis de Minas

Serranópolis de Minas tem 4.399 habitantes distribuídos em 552,0 km², o que dá 8,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Janaúba, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 166 dos 1.526 domicílios de Serranópolis de Minas — 10,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 165 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 369 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Serranópolis de Minas

Com base em 172 poços cadastrados num raio de 30 km de Serranópolis de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 120 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 2,4 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 4,5 m³/h), sobre 78 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Serranópolis de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 172 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
2,4 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
6,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 78 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Serranópolis de Minas: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta172 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Serranópolis de Minas costumam descer

  • até 50 m 11%16
  • 50 a 100 m 70%98
  • 100 a 150 m 19%27
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Gnáissico-Migmatítico 2,6 m³/h 75 m 4225 com teste
Complexo Porteirinha 2,4 m³/h 87 m 3625 com teste
Proterozoico Inferior 2,3 m³/h 82 m 3413 com teste
Arqueano 2,6 m³/h 90 m 102 com teste
Supergrupo Espinhaço 4,9 m³/h 56 m 42 com teste
Proterozoico Superior 14,8 m³/h 80 m 32 com teste
Grupo Macaúbas 0,7 m³/h 94 m 32 com teste
Subgrupo Paraopeba 1,5 m³/h 86 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 5 · Supergrupo Espinhaço 2 · Arqueano 2
  • 50 a 100 m97 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 30 · Proterozoico Inferior 29 · Complexo Porteirinha 27
  • 100 a 150 m26 poços Complexo Porteirinha 8 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 7 · Arqueano 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Serranópolis de Minas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Serranópolis de Minas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.