Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Funilândia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Funilândia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra de santa helena
  • 28poços cadastrados
  • 92,8 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 13,8 mnível estático médio

Como são os poços em Funilândia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Funilândia - MG. A profundidade média é de 92,8 m e a mediana, 95 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 373 dos 1.707 domicílios do município — 21,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
92,8 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
13,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.686 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
373 (21,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Funilândia, com profundidade média de 92,8 m (mediana de 95 m, variando de 30,6 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Funilândia é 4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Funilândia

Poços cadastrados em Funilândia - MG
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média92,8 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade30,6 m a 150 m
Nível estático médio13,8 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio41 m 19 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 88% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 11 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Funilândia 30,6 m mínimo 95 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Funilândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 8% 50-100 m 13 · 52% 100-150 m 10 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Funilândia 1 1960 8 1970 11 1980 3 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Funilândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 5 · 38% Pecuária 3 · 23% Abastecimento doméstico 3 · 23% Abastecimento urbano 2 · 15%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 22 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 13 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 7 poços
  • Grupo Bambuí — 5 poços

O território e o subsolo de Funilândia

Funilândia tem 4.686 habitantes distribuídos em 199,8 km², o que dá 23,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 373 dos 1.707 domicílios de Funilândia — 21,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 277 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 295 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Funilândia

Com base em 471 poços cadastrados num raio de 30 km de Funilândia - MG, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 140 m, com profundidade mediana de 86 m. A vazão mediana calculada é de 17,5 m³/h (metade dos poços entre 8,0 m³/h e 39,9 m³/h), sobre 250 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Funilândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 471 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

86 mprofundidade mediana
17,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
16,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 250 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Funilândia: 75/100

75 de 100

Confiança: amostra alta471 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 75peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 21peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Funilândia costumam descer

  • até 50 m 9%39
  • 50 a 100 m 58%247
  • 100 a 150 m 30%127
  • acima de 150 m 3%13

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Sete Lagoas 26,1 m³/h 86 m 155101 com teste
Subgrupo Paraopeba 22,9 m³/h 80 m 7739 com teste
Grupo Bambuí 10,6 m³/h 84 m 6525 com teste
Formação Serra de Santa Helena 12,0 m³/h 97 m 3828 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,5 m³/h 90 m 3422 com teste
Proterozoico Superior 36,0 m³/h 92 m 1710 com teste
Aluviões 15,7 m³/h 82 m 64 com teste
Terciário-Quaternário 5,4 m³/h 30 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m38 poços Formação Sete Lagoas 12 · Subgrupo Paraopeba 11 · Grupo Bambuí 6
  • 50 a 100 m230 poços Formação Sete Lagoas 93 · Subgrupo Paraopeba 42 · Grupo Bambuí 40
  • 100 a 150 m115 poços Formação Sete Lagoas 42 · Subgrupo Paraopeba 21 · Grupo Bambuí 19
  • acima de 150 m13 poços Formação Sete Lagoas 8 · Subgrupo Paraopeba 3 · Complexo Belo Horizonte 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Funilândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Funilândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.