Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Setubinha - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Setubinha, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 42poços cadastrados
  • 114,1 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 5,4 mnível estático médio

Como são os poços em Setubinha - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 42 poços em Setubinha - MG. A profundidade média é de 114,1 m e a mediana, 120 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 653 dos 2.971 domicílios do município — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
42
Profundidade média
114,1 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
5,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
17,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
9.917 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
653 (22%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 42 poços em Setubinha, com profundidade média de 114,1 m (mediana de 120 m, variando de 36 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 80% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Setubinha é 17,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Setubinha

Poços cadastrados em Setubinha - MG
Poços no cadastro nacional42 poços
Profundidade média114,1 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade36 m a 150 m
Nível estático médio5,4 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio59 m 34 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 34 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 80% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 2000 30 poços
Poços com teste de vazão42 de 42
Distribuição das profundidades em Setubinha 36 m mínimo 120 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Setubinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 14 · 34% 100-150 m 26 · 63%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Setubinha 11 1990 30 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 41 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 32 poços
  • Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí — 3 poços
  • Arqueano — 2 poços
  • Formação Capelinha — 1 poço
  • Grupo Itabira — 1 poço
  • Proterozoico Superior — 1 poço

O território e o subsolo de Setubinha

Setubinha tem 9.917 habitantes distribuídos em 534,7 km², o que dá 18,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 653 dos 2.971 domicílios de Setubinha — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 342 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.609 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Setubinha

Com base em 142 poços cadastrados num raio de 30 km de Setubinha - MG, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 150 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 2,1 m³/h e 7,5 m³/h), sobre 69 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Setubinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 142 poços no raio, contra 42 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 69 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Setubinha: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta142 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Setubinha costumam descer

  • até 50 m 2%3
  • 50 a 100 m 40%54
  • 100 a 150 m 48%65
  • acima de 150 m 10%13

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 3,6 m³/h 120 m 6541 com teste
Proterozoico Superior 2,1 m³/h 94 m 202 com teste
Grupo Itabira 2,1 m³/h 91 m 1910 com teste
Formação Salinas 5,8 m³/h 150 m 52 com teste
Proterozoico Inferior 15,2 m³/h 204 m 41 com teste
Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí 3,8 m³/h 150 m 43 com teste
Arqueano 14,9 m³/h 87 m 32 com teste
Complexo Guanhães 3,2 m³/h 112 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m52 poços Grupo Macaúbas 26 · Grupo Itabira 11 · Proterozoico Superior 10
  • 100 a 150 m63 poços Grupo Macaúbas 38 · Grupo Itabira 7 · Proterozoico Superior 7
  • acima de 150 m11 poços Proterozoico Inferior 4 · Proterozoico Superior 2 · Formação Capelinha 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Setubinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Setubinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.