Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Chapada do Norte - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Chapada do Norte, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 102poços cadastrados
  • 92,8 mprofundidade média
  • 89 mprofundidade mediana
  • 9,6 mnível estático médio

Como são os poços em Chapada do Norte - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 102 poços em Chapada do Norte - MG. A profundidade média é de 92,8 m e a mediana, 89 m, medida em 76 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 1.046 dos 3.479 domicílios do município — 30,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
102
Profundidade média
92,8 m
Profundidade mediana
89 m
Nível estático médio
9,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.337 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.046 (30,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 102 poços em Chapada do Norte, com profundidade média de 92,8 m (mediana de 89 m, variando de 1 m a 183 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Chapada do Norte é 4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Chapada do Norte

Poços cadastrados em Chapada do Norte - MG
Poços no cadastro nacional102 poços
Profundidade média92,8 m 76 poços com o dado
Profundidade mediana89 m
Faixa de profundidade1 m a 183 m
Nível estático médio9,6 m 61 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,7 m 60 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 60 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 35 poços
Poços com teste de vazão102 de 102
Distribuição das profundidades em Chapada do Norte 1 m mínimo 89 m mediana 183 m máximo
Metade dos poços fica entre 66 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Chapada do Norte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 5% 50-100 m 43 · 57% 100-150 m 27 · 36% 150-200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Chapada do Norte 10 1980 30 1990 35 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Chapada do Norte. Valores em poços. Abastecimento doméstico 11 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 75 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 50 poços
  • Formação Salinas — 19 poços
  • Proterozoico Superior — 5 poços
  • Proterozoico Inferior — 1 poço

O território e o subsolo de Chapada do Norte

Chapada do Norte tem 10.337 habitantes distribuídos em 830,8 km², o que dá 12,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Capelinha, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 1.046 dos 3.479 domicílios de Chapada do Norte — 30,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 998 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.122 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Chapada do Norte

Com base em 379 poços cadastrados num raio de 30 km de Chapada do Norte - MG, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 150 m, com profundidade mediana de 85 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 192 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Chapada do Norte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 379 poços no raio, contra 102 poços dentro do município.

85 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
13,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 192 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Chapada do Norte: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta379 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 61peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Chapada do Norte costumam descer

  • até 50 m 5%16
  • 50 a 100 m 61%178
  • 100 a 150 m 30%87
  • acima de 150 m 4%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 6,9 m³/h 83 m 212140 com teste
Proterozoico Superior 5,6 m³/h 100 m 4122 com teste
Formação Salinas 4,8 m³/h 114 m 2620 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Grupo Macaúbas 13 · Formação Salinas 1 · Proterozoico Inferior 1
  • 50 a 100 m174 poços Grupo Macaúbas 141 · Proterozoico Superior 22 · Formação Salinas 9
  • 100 a 150 m85 poços Grupo Macaúbas 51 · Proterozoico Superior 18 · Formação Salinas 13
  • acima de 150 m12 poços Grupo Macaúbas 7 · Formação Salinas 3 · Proterozoico Superior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Chapada do Norte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Chapada do Norte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.