Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Pedras de Maria da Cruz - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pedras de Maria da Cruz, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- subgrupo paraopeba
- 23poços cadastrados
- 77,4 mprofundidade média
- 78 mprofundidade mediana
- 17 mnível estático médio
Como são os poços em Pedras de Maria da Cruz - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Pedras de Maria da Cruz - MG. A profundidade média é de 77,4 m e a mediana, 78 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 1.183 dos 3.497 domicílios do município — 33,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 23
- Profundidade média
- 77,4 m
- Profundidade mediana
- 78 m
- Nível estático médio
- 17 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Subgrupo Paraopeba
- Ante a média do estado
- 19,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 10.433 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.183 (33,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Pedras de Maria da Cruz, com profundidade média de 77,4 m (mediana de 78 m, variando de 32 m a 138 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 68% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Pedras de Maria da Cruz é 19,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Pedras de Maria da Cruz
| Poços no cadastro nacional | 23 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 77,4 m 19 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 78 m |
| Faixa de profundidade | 32 m a 138 m |
| Nível estático médio | 17 m 15 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 41,2 m 13 poços com o dado |
| Vazão específica média | 5,7 m³/h por metro 13 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 53% dos registros |
| Rocha predominante | Subgrupo Paraopeba 68% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento múltiplo 4 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1970 8 poços |
| Poços com teste de vazão | 23 de 23 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 10 poços
- Carstico — 9 poços
Formações geológicas atravessadas
- Subgrupo Paraopeba — 13 poços
- Formação Serra de Santa Helena — 5 poços
- Cretáceo — 1 poço
O território e o subsolo de Pedras de Maria da Cruz
Pedras de Maria da Cruz tem 10.433 habitantes distribuídos em 1.525,6 km², o que dá 6,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Januária, na região intermediária de Montes Claros.
No Censo 2022, 1.183 dos 3.497 domicílios de Pedras de Maria da Cruz — 33,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.174 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 649 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Pedras de Maria da Cruz
Com base em 244 poços cadastrados num raio de 30 km de Pedras de Maria da Cruz - MG, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 134 m, com profundidade mediana de 98 m. A vazão mediana calculada é de 8,4 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 18,2 m³/h), sobre 92 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pedras de Maria da Cruz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 244 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 92 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Pedras de Maria da Cruz: 57/100
Confiança: amostra alta244 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 62peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Pedras de Maria da Cruz costumam descer
- até 50 m 9%18
- 50 a 100 m 53%103
- 100 a 150 m 36%70
- acima de 150 m 1%2
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Serra de Santa Helena | 6,7 m³/h | 100 m | 5728 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 10,1 m³/h | 68 m | 3826 com teste |
| Formação Lagoa do Jacare | 11,9 m³/h | 100 m | 219 com teste |
| Formacao Urucuia | 9,9 m³/h | 100 m | 165 com teste |
| Coluvião | 6,0 m³/h | 53 m | 122 com teste |
| Grupo Bambuí | 15,2 m³/h | 128 m | 116 com teste |
| Cretáceo | 10,6 m³/h | 100 m | 84 com teste |
| Aluviões | 5,5 m³/h | 60 m | 54 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m18 poços Subgrupo Paraopeba 9 · Coluvião 5 · Formação Lagoa do Jacare 2
- 50 a 100 m91 poços Formação Serra de Santa Helena 28 · Subgrupo Paraopeba 23 · Formacao Urucuia 10
- 100 a 150 m65 poços Formação Serra de Santa Helena 28 · Grupo Bambuí 9 · Formação Lagoa do Jacare 9
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Pedras de Maria da Cruz?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pedras de Maria da Cruz.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Minas Gerais com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.