Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Joaquim Felício - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Joaquim Felício, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação lagoa do jacare
  • 11poços cadastrados
  • 77,8 mprofundidade média
  • 80,5 mprofundidade mediana
  • 18,1 mnível estático médio

Como são os poços em Joaquim Felício - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Joaquim Felício - MG. A profundidade média é de 77,8 m e a mediana, 80,5 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Lagoa do Jacare. No Censo 2022, 461 dos 1.462 domicílios do município — 31,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
77,8 m
Profundidade mediana
80,5 m
Nível estático médio
18,1 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Lagoa do Jacare
Ante a média do estado
19 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
3.854 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
461 (31,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Joaquim Felício, com profundidade média de 77,8 m (mediana de 80,5 m, variando de 43 m a 112 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Lagoa do Jacare, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Joaquim Felício é 19 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Joaquim Felício

Poços cadastrados em Joaquim Felício - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média77,8 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana80,5 m
Faixa de profundidade43 m a 112 m
Nível estático médio18,1 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,1 m 9 poços com o dado
Vazão específica média6,4 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Lagoa do Jacare 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Joaquim Felício 43 m mínimo 80,5 m mediana 112 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 88 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Joaquim Felício por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 10% 50-100 m 8 · 80% 100-150 m 1 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Joaquim Felício 1 1960 3 1980 1 1990 5 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Joaquim Felício. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 50% Outros (lazer,etc.) 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 6 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Lagoa do Jacare — 7 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Joaquim Felício

Joaquim Felício tem 3.854 habitantes distribuídos em 790,9 km², o que dá 4,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 461 dos 1.462 domicílios de Joaquim Felício — 31,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 455 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 337 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Joaquim Felício

Com base em 85 poços cadastrados num raio de 30 km de Joaquim Felício - MG, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 99 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 17,5 m³/h (metade dos poços entre 7,4 m³/h e 35,2 m³/h), sobre 19 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Joaquim Felício se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 85 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
17,5 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
3,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 19 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Joaquim Felício: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra média85 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Joaquim Felício costumam descer

  • até 50 m 8%2
  • 50 a 100 m 80%20
  • 100 a 150 m 12%3
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Lagoa do Jacare 19,8 m³/h 72 m 1413 com teste
Subgrupo Paraopeba 31,5 m³/h 82 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m16 poços Formação Lagoa do Jacare 10 · Subgrupo Paraopeba 4 · Formação Serra de Santa Helena 1
  • 100 a 150 m3 poços Formação Lagoa do Jacare 2 · Formação Serra de Santa Helena 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Joaquim Felício?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Joaquim Felício.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.