Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pedra Azul - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pedra Azul, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 68poços cadastrados
  • 125,4 mprofundidade média
  • 121 mprofundidade mediana
  • 6 mnível estático médio

Como são os poços em Pedra Azul - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 68 poços em Pedra Azul - MG. A profundidade média é de 125,4 m e a mediana, 121 m, medida em 61 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 467 dos 7.450 domicílios do município — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
68
Profundidade média
125,4 m
Profundidade mediana
121 m
Nível estático médio
6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
28,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
24.410 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
467 (6,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 68 poços em Pedra Azul, com profundidade média de 125,4 m (mediana de 121 m, variando de 19 m a 246 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pedra Azul é 28,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pedra Azul

Poços cadastrados em Pedra Azul - MG
Poços no cadastro nacional68 poços
Profundidade média125,4 m 61 poços com o dado
Profundidade mediana121 m
Faixa de profundidade19 m a 246 m
Nível estático médio6 m 35 poços com o dado
Nível dinâmico médio47 m 36 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 35 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 19 poços
Poços com teste de vazão68 de 68
Distribuição das profundidades em Pedra Azul 19 m mínimo 121 m mediana 246 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pedra Azul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 14 · 23% 100-150 m 35 · 57% 150-200 m 9 · 15% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pedra Azul 1 1950 3 1970 10 1980 19 1990 3 2000 19 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pedra Azul. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 55% Doméstico/irrigação/animal 2 · 18% Sem uso 2 · 18% Abastecimento múltiplo 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 41 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 32 poços
  • Complexo Mantiqueira — 3 poços
  • Complexo Barbacena — 2 poços
  • Grupo Jequitinhonha — 2 poços
  • Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí — 2 poços

O território e o subsolo de Pedra Azul

Pedra Azul tem 24.410 habitantes distribuídos em 1.594,7 km², o que dá 15,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pedra Azul, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 467 dos 7.450 domicílios de Pedra Azul — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 374 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 858 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pedra Azul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pedra Azul

Com base em 143 poços cadastrados num raio de 30 km de Pedra Azul - MG, 80% deles foram concluídos entre 69 m e 152 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 11,0 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 21,1 m³/h), sobre 61 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pedra Azul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 143 poços no raio, contra 68 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
11,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
5,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 61 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pedra Azul: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta143 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 81peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pedra Azul costumam descer

  • até 50 m 3%4
  • 50 a 100 m 37%47
  • 100 a 150 m 49%63
  • acima de 150 m 11%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 11,0 m³/h 102 m 6128 com teste
Grupo Jequitinhonha 6,5 m³/h 120 m 199 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 5,4 m³/h 150 m 74 com teste
Complexo Mantiqueira 19,9 m³/h 126 m 31 com teste
Grupo Macaúbas 4,8 m³/h 91 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Proterozoico Superior 1 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1 · Grupo Jequitinhonha 1
  • 50 a 100 m46 poços Proterozoico Superior 29 · Grupo Jequitinhonha 7 · Formação Água Preta 2
  • 100 a 150 m52 poços Proterozoico Superior 29 · Grupo Jequitinhonha 10 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 5
  • acima de 150 m3 poços Proterozoico Superior 2 · Grupo Jequitinhonha 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pedra Azul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pedra Azul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.