Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Capim Branco - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Capim Branco, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo bambuí
  • 31poços cadastrados
  • 77,1 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 6,8 mnível estático médio

Como são os poços em Capim Branco - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Capim Branco - MG. A profundidade média é de 77,1 m e a mediana, 60 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 202 dos 3.598 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
77,1 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
6,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
19,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.663 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
202 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Capim Branco, com profundidade média de 77,1 m (mediana de 60 m, variando de 25 m a 156 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 25% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Capim Branco é 19,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Capim Branco

Poços cadastrados em Capim Branco - MG
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média77,1 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade25 m a 156 m
Nível estático médio6,8 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,6 m 14 poços com o dado
Vazão específica média2,7 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 55% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 25% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 9 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Capim Branco 25 m mínimo 60 m mediana 156 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 96 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Capim Branco por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 24% 50-100 m 12 · 57% 100-150 m 3 · 14% 150-200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Capim Branco 1 1940 1 1960 2 1970 9 1980 2 1990 6 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Capim Branco. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 4 · 44% Abastecimento doméstico 3 · 33% Pecuária 1 · 11% Abastecimento urbano 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços
  • Carstico — 8 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 5 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 5 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 4 poços
  • Formação Sete Lagoas — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço

O território e o subsolo de Capim Branco

Capim Branco tem 10.663 habitantes distribuídos em 95,3 km², o que dá 111,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 202 dos 3.598 domicílios de Capim Branco — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 165 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 206 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Capim Branco, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Capim Branco

Com base em 866 poços cadastrados num raio de 30 km de Capim Branco - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 141 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 15,3 m³/h (metade dos poços entre 7,5 m³/h e 40,0 m³/h), sobre 515 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Capim Branco se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 866 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
15,3 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
30,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 515 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Capim Branco: 76/100

76 de 100

Confiança: amostra alta866 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Capim Branco costumam descer

  • até 50 m 11%84
  • 50 a 100 m 60%471
  • 100 a 150 m 25%193
  • acima de 150 m 5%36

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Sete Lagoas 30,6 m³/h 81 m 199136 com teste
Complexo Belo Horizonte 12,0 m³/h 90 m 167116 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,0 m³/h 80 m 9759 com teste
Grupo Bambuí 11,9 m³/h 80 m 9034 com teste
Formação Serra de Santa Helena 12,8 m³/h 84 m 4834 com teste
Proterozoico Superior 57,6 m³/h 88 m 3929 com teste
Arqueano 10,5 m³/h 96 m 1514 com teste
Aluviões 21,8 m³/h 60 m 137 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m74 poços Formação Sete Lagoas 20 · Subgrupo Paraopeba 15 · Grupo Bambuí 11
  • 50 a 100 m410 poços Formação Sete Lagoas 119 · Complexo Belo Horizonte 96 · Subgrupo Paraopeba 60
  • 100 a 150 m164 poços Complexo Belo Horizonte 48 · Formação Sete Lagoas 48 · Grupo Bambuí 21
  • acima de 150 m34 poços Complexo Belo Horizonte 13 · Formação Sete Lagoas 12 · Formação Serra de Santa Helena 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Capim Branco?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Capim Branco.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.