Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tiros - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tiros, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • grupo mata da corda
  • 6poços cadastrados
  • 77,8 mprofundidade média
  • 60,5 mprofundidade mediana
  • 21,8 mnível estático médio

Como são os poços em Tiros - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Tiros - MG. A profundidade média é de 77,8 m e a mediana, 60,5 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Mata da Corda. No Censo 2022, 65 dos 3.107 domicílios do município — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
77,8 m
Profundidade mediana
60,5 m
Nível estático médio
21,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Mata da Corda
Ante a média do estado
19 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.883 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
65 (2,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Tiros, com profundidade média de 77,8 m (mediana de 60,5 m, variando de 60 m a 138 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Mata da Corda, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tiros é 19 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Tiros

Poços cadastrados em Tiros - MG
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média77,8 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana60,5 m
Faixa de profundidade60 m a 138 m
Nível estático médio21,8 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio78,8 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Mata da Corda 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1970 3 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Tiros 60 m mínimo 60,5 m mediana 138 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 70,4 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tiros por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 80% 100-150 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tiros 3 1970 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tiros. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Mata da Corda — 4 poços

O território e o subsolo de Tiros

Tiros tem 7.883 habitantes distribuídos em 2.091,8 km², o que dá 3,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 65 dos 3.107 domicílios de Tiros — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 51 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 274 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tiros, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tiros

Com base em 22 poços cadastrados num raio de 30 km de Tiros - MG, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 170 m, com profundidade mediana de 138 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tiros se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 22 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

138 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
0,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tiros: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra média22 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 79peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tiros costumam descer

  • até 50 m 6%1
  • 50 a 100 m 35%6
  • 100 a 150 m 47%8
  • acima de 150 m 12%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Grupo Mata da Corda 4
  • 100 a 150 m8 poços Grupo Mata da Corda 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tiros?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tiros.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.