Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pedro Leopoldo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pedro Leopoldo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • 84poços cadastrados
  • 80 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Pedro Leopoldo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 84 poços em Pedro Leopoldo - MG. A profundidade média é de 80 m e a mediana, 80 m, medida em 77 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 1.074 dos 22.633 domicílios do município — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
84
Profundidade média
80 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
16,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
62.580 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.074 (4,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 84 poços em Pedro Leopoldo, com profundidade média de 80 m (mediana de 80 m, variando de 13 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pedro Leopoldo é 16,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pedro Leopoldo

Poços cadastrados em Pedro Leopoldo - MG
Poços no cadastro nacional84 poços
Profundidade média80 m 77 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade13 m a 150 m
Nível estático médio13,5 m 51 poços com o dado
Nível dinâmico médio35 m 48 poços com o dado
Vazão específica média5,9 m³/h por metro 48 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 47% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 27 poços
Poços com teste de vazão84 de 84
Distribuição das profundidades em Pedro Leopoldo 13 m mínimo 80 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 57,5 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pedro Leopoldo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 18% 50-100 m 48 · 62% 100-150 m 15 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pedro Leopoldo 1 1940 2 1950 2 1960 23 1970 27 1980 13 1990 4 2000 2 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pedro Leopoldo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 32% Abastecimento industrial 10 · 23% Abastecimento doméstico/animal 7 · 16% Pecuária 5 · 11% Abastecimento urbano 4 · 9% Outros (lazer,etc.) 4 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 30 poços
  • Carstico — 26 poços
  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 30 poços
  • Formação Sete Lagoas — 15 poços
  • Grupo Bambuí — 8 poços
  • Aluviões — 6 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 5 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Pedro Leopoldo

Pedro Leopoldo tem 62.580 habitantes distribuídos em 292,8 km², o que dá 213,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.074 dos 22.633 domicílios de Pedro Leopoldo — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 926 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 903 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pedro Leopoldo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pedro Leopoldo

Com base em 1.069 poços cadastrados num raio de 30 km de Pedro Leopoldo - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 137 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 34,0 m³/h), sobre 610 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pedro Leopoldo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.069 poços no raio, contra 84 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
12,1 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
37,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 610 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pedro Leopoldo: 73/100

73 de 100

Confiança: amostra alta1.069 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pedro Leopoldo costumam descer

  • até 50 m 10%97
  • 50 a 100 m 61%579
  • 100 a 150 m 24%230
  • acima de 150 m 4%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 10,0 m³/h 84 m 290178 com teste
Formação Sete Lagoas 36,1 m³/h 81 m 180123 com teste
Subgrupo Paraopeba 24,5 m³/h 80 m 9758 com teste
Grupo Bambuí 14,5 m³/h 80 m 7324 com teste
Proterozoico Superior 56,6 m³/h 87 m 4331 com teste
Formação Serra de Santa Helena 45,6 m³/h 83 m 3626 com teste
Aluviões 22,1 m³/h 55 m 106 com teste
Terciário-Quaternário 16,5 m³/h 70 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m82 poços Complexo Belo Horizonte 24 · Formação Sete Lagoas 18 · Subgrupo Paraopeba 14
  • 50 a 100 m455 poços Complexo Belo Horizonte 171 · Formação Sete Lagoas 110 · Subgrupo Paraopeba 63
  • 100 a 150 m176 poços Complexo Belo Horizonte 79 · Formação Sete Lagoas 42 · Grupo Bambuí 17
  • acima de 150 m34 poços Complexo Belo Horizonte 16 · Formação Sete Lagoas 10 · Formação Serra de Santa Helena 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pedro Leopoldo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pedro Leopoldo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.