São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vinhedo - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vinhedo, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 154poços cadastrados
  • 170 mprofundidade média
  • 170 mprofundidade mediana
  • 21,3 mnível estático médio

Como são os poços em Vinhedo - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 154 poços em Vinhedo - SP. A profundidade média é de 170 m e a mediana, 170 m, medida em 154 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 776 dos 27.415 domicílios do município — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
154
Profundidade média
170 m
Profundidade mediana
170 m
Nível estático médio
21,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
14 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
76.540 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
776 (2,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 154 poços em Vinhedo, com profundidade média de 170 m (mediana de 170 m, variando de 22 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vinhedo é 14 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Vinhedo

Poços cadastrados em Vinhedo - SP
Poços no cadastro nacional154 poços
Profundidade média170 m 154 poços com o dado
Profundidade mediana170 m
Faixa de profundidade22 m a 350 m
Nível estático médio21,3 m 38 poços com o dado
Nível dinâmico médio84,6 m 40 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 39 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 88% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 68 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 112 poços
Poços com teste de vazão154 de 154
Distribuição das profundidades em Vinhedo 22 m mínimo 170 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vinhedo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 8% 50-100 m 22 · 14% 100-150 m 33 · 21% 150-200 m 36 · 23% acima de 200 m 51 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vinhedo 3 1970 3 1980 26 1990 112 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vinhedo. Valores em poços. Abastecimento industrial 68 · 50% Abastecimento doméstico 28 · 20% Abastecimento urbano 23 · 17% Outros (lazer,etc.) 15 · 11% Sem uso 3 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 39 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 35 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Tubarão — 1 poço
  • Complexo Amparo — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Vinhedo

Vinhedo tem 76.540 habitantes distribuídos em 81,0 km², o que dá 945,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 776 dos 27.415 domicílios de Vinhedo — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 680 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 672 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Vinhedo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vinhedo

Com base em 1.916 poços cadastrados num raio de 30 km de Vinhedo - SP, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 260 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,9 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 9,1 m³/h), sobre 489 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vinhedo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.916 poços no raio, contra 154 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
4,9 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
67,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 489 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vinhedo: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta1.916 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 27peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 55peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vinhedo costumam descer

  • até 50 m 12%209
  • 50 a 100 m 15%273
  • 100 a 150 m 23%419
  • acima de 150 m 50%896

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 4,4 m³/h 140 m 294228 com teste
Corpo Cristalino 5,3 m³/h 150 m 7250 com teste
Grupo Itararé 7,9 m³/h 222 m 7057 com teste
Grupo Tubarão 6,1 m³/h 141 m 5829 com teste
Complexo Amparo 3,4 m³/h 115 m 3730 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 102 m 2623 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,8 m³/h 150 m 182 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 5,1 m³/h 111 m 154 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Complexo Varginha-Guaxupe 19 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Amparo 6
  • 50 a 100 m119 poços Complexo Varginha-Guaxupe 55 · Grupo Tubarão 15 · Corpo Cristalino 14
  • 100 a 150 m195 poços Complexo Varginha-Guaxupe 113 · Grupo Tubarão 18 · Corpo Cristalino 15
  • acima de 150 m259 poços Complexo Varginha-Guaxupe 107 · Grupo Itararé 53 · Corpo Cristalino 33

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vinhedo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vinhedo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.