São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Santana de Parnaíba - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santana de Parnaíba, São Paulo.
- aquífero fissural
- grupo são roque
- 70poços cadastrados
- 169,9 mprofundidade média
- 150 mprofundidade mediana
- 14,6 mnível estático médio
Como são os poços em Santana de Parnaíba - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 70 poços em Santana de Parnaíba - SP. A profundidade média é de 169,9 m e a mediana, 150 m, medida em 68 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo São Roque. No Censo 2022, 1.834 dos 52.312 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 70
- Profundidade média
- 169,9 m
- Profundidade mediana
- 150 m
- Nível estático médio
- 14,6 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo São Roque
- Ante a média do estado
- 13,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 154.105 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.834 (3,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 70 poços em Santana de Parnaíba, com profundidade média de 169,9 m (mediana de 150 m, variando de 50 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Roque, presente em 59% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Santana de Parnaíba é 13,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Santana de Parnaíba
| Poços no cadastro nacional | 70 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 169,9 m 68 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 150 m |
| Faixa de profundidade | 50 m a 350 m |
| Nível estático médio | 14,6 m 16 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 94,3 m 16 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,7 m³/h por metro 14 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo São Roque 59% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 18 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 41 poços |
| Poços com teste de vazão | 70 de 70 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 16 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo São Roque — 10 poços
- Corpo Cristalino — 5 poços
- Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço
- Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
O território e o subsolo de Santana de Parnaíba
Santana de Parnaíba tem 154.105 habitantes distribuídos em 179,9 km², o que dá 856,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.
No Censo 2022, 1.834 dos 52.312 domicílios de Santana de Parnaíba — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.176 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.402 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santana de Parnaíba, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Santana de Parnaíba
Com base em 1.572 poços cadastrados num raio de 30 km de Santana de Parnaíba - SP, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 300 m, com profundidade mediana de 173 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 225 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santana de Parnaíba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.572 poços no raio, contra 70 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 225 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Santana de Parnaíba: 48/100
Confiança: amostra alta1.572 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Santana de Parnaíba costumam descer
- até 50 m 6%87
- 50 a 100 m 14%218
- 100 a 150 m 24%370
- acima de 150 m 56%874
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Corpo Cristalino | 5,2 m³/h | 170 m | 13747 com teste |
| Complexo Varginha-Guaxupe | 5,0 m³/h | 150 m | 7664 com teste |
| Grupo São Roque | 9,6 m³/h | 156 m | 4841 com teste |
| Complexo Metamórfico-Migmatítico | 5,1 m³/h | 120 m | 194 com teste |
| Formação São Paulo | 15,1 m³/h | 87 m | 139 com teste |
| Grupo Acungui | 5,1 m³/h | 88 m | 122 com teste |
| Complexo Granito-Gnáissico | 9,9 m³/h | 150 m | 113 com teste |
| Grupo Serra do Itaberaba | 7,1 m³/h | 190 m | 1010 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m13 poços Corpo Cristalino 9 · Formação São Paulo 2 · Grupo São Roque 1
- 50 a 100 m68 poços Complexo Varginha-Guaxupe 16 · Corpo Cristalino 12 · Grupo São Roque 10
- 100 a 150 m104 poços Corpo Cristalino 39 · Complexo Varginha-Guaxupe 27 · Grupo São Roque 13
- acima de 150 m172 poços Corpo Cristalino 77 · Complexo Varginha-Guaxupe 32 · Grupo São Roque 24
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Santana de Parnaíba?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santana de Parnaíba.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Santana de Parnaíba
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
- Como são os poços artesianos em Santana de Parnaíba - SP?perfil geral
- Qual a profundidade média dos poços em Santana de Parnaíba - SP?profundidade média
- Que rocha existe abaixo de Santana de Parnaíba - SP?geologia do subsolo
- Quantos poços artesianos existem em Santana de Parnaíba - SP?quantos poços há
Municípios de São Paulo com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.