São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Várzea Paulista - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Várzea Paulista, São Paulo.
- aquífero fissural
- complexo varginha-guaxupe
- 54poços cadastrados
- 136,5 mprofundidade média
- 148 mprofundidade mediana
- 15,5 mnível estático médio
Como são os poços em Várzea Paulista - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 54 poços em Várzea Paulista - SP. A profundidade média é de 136,5 m e a mediana, 148 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 917 dos 40.492 domicílios do município — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 54
- Profundidade média
- 136,5 m
- Profundidade mediana
- 148 m
- Nível estático médio
- 15,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Varginha-Guaxupe
- Ante a média do estado
- 19,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 115.771 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 917 (2,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 54 poços em Várzea Paulista, com profundidade média de 136,5 m (mediana de 148 m, variando de 16 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 95% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Várzea Paulista é 19,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Várzea Paulista
| Poços no cadastro nacional | 54 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 136,5 m 54 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 148 m |
| Faixa de profundidade | 16 m a 300 m |
| Nível estático médio | 15,5 m 15 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 84,9 m 15 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,3 m³/h por metro 14 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Varginha-Guaxupe 95% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 30 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 30 poços |
| Poços com teste de vazão | 54 de 54 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 19 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Varginha-Guaxupe — 18 poços
- Complexo Amparo — 1 poço
O território e o subsolo de Várzea Paulista
Várzea Paulista tem 115.771 habitantes distribuídos em 35,1 km², o que dá 3.296,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.
No Censo 2022, 917 dos 40.492 domicílios de Várzea Paulista — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 687 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 599 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Várzea Paulista, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Várzea Paulista
Com base em 1.846 poços cadastrados num raio de 30 km de Várzea Paulista - SP, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 270 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 9,0 m³/h), sobre 364 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Várzea Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.846 poços no raio, contra 54 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 364 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Várzea Paulista: 41/100
Confiança: amostra alta1.846 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 27peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Várzea Paulista costumam descer
- até 50 m 15%259
- 50 a 100 m 15%254
- 100 a 150 m 22%388
- acima de 150 m 48%829
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Varginha-Guaxupe | 4,0 m³/h | 150 m | 254203 com teste |
| Corpo Cristalino | 5,1 m³/h | 150 m | 7633 com teste |
| Grupo São Roque | 11,1 m³/h | 150 m | 3736 com teste |
| Terciário-Quaternário | 4,4 m³/h | 137 m | 2815 com teste |
| Complexo Metamórfico-Migmatítico | 5,1 m³/h | 110 m | 254 com teste |
| Complexo Granito-Gnáissico | 1,5 m³/h | 150 m | 193 com teste |
| Complexo Amparo | 3,4 m³/h | 114 m | 1614 com teste |
| Grupo Serra do Itaberaba | 7,1 m³/h | 180 m | 99 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m40 poços Complexo Varginha-Guaxupe 23 · Corpo Cristalino 7 · Complexo Amparo 6
- 50 a 100 m87 poços Complexo Varginha-Guaxupe 42 · Corpo Cristalino 11 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 9
- 100 a 150 m155 poços Complexo Varginha-Guaxupe 84 · Corpo Cristalino 22 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 12
- acima de 150 m200 poços Complexo Varginha-Guaxupe 105 · Corpo Cristalino 36 · Grupo São Roque 17
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Várzea Paulista?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Várzea Paulista.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Várzea Paulista
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.