São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mairiporã - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mairiporã, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 85poços cadastrados
  • 170 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 30 mnível estático médio

Como são os poços em Mairiporã - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 85 poços em Mairiporã - SP. A profundidade média é de 170 m e a mediana, 160 m, medida em 83 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 7.822 dos 33.058 domicílios do município — 23,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
85
Profundidade média
170 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
30 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
14 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
93.853 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
7.822 (23,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 85 poços em Mairiporã, com profundidade média de 170 m (mediana de 160 m, variando de 2,7 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mairiporã é 14 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mairiporã

Poços cadastrados em Mairiporã - SP
Poços no cadastro nacional85 poços
Profundidade média170 m 83 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade2,7 m a 350 m
Nível estático médio30 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio92,3 m 24 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 96% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 46% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 34 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 42 poços
Poços com teste de vazão85 de 85
Distribuição das profundidades em Mairiporã 2,7 m mínimo 160 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 106 m e 221 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mairiporã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 4% 50-100 m 13 · 16% 100-150 m 22 · 27% 150-200 m 20 · 24% acima de 200 m 25 · 30%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mairiporã 3 1960 10 1970 1 1980 9 1990 42 2000 12 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mairiporã. Valores em poços. Abastecimento doméstico 34 · 45% Abastecimento industrial 19 · 25% Outros (lazer,etc.) 16 · 21% Abastecimento urbano 5 · 7% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 25 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 13 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 9 poços
  • Grupo São Roque — 3 poços
  • Grupo Serra do Itaberaba — 2 poços
  • Formação São Paulo — 1 poço

O território e o subsolo de Mairiporã

Mairiporã tem 93.853 habitantes distribuídos em 320,7 km², o que dá 292,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 7.822 dos 33.058 domicílios de Mairiporã — 23,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.407 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 11.318 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mairiporã

Com base em 1.487 poços cadastrados num raio de 30 km de Mairiporã - SP, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 270 m, com profundidade mediana de 156 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 511 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mairiporã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.487 poços no raio, contra 85 poços dentro do município.

156 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
52,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 511 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mairiporã: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta1.487 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mairiporã costumam descer

  • até 50 m 6%89
  • 50 a 100 m 13%195
  • 100 a 150 m 28%413
  • acima de 150 m 53%781

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 19,0 m³/h 134 m 159128 com teste
Grupo Taubaté 15,3 m³/h 166 m 137124 com teste
Corpo Cristalino 4,3 m³/h 158 m 11163 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,8 m³/h 150 m 7763 com teste
Complexo Embú 5,4 m³/h 200 m 5948 com teste
Terciário-Quaternário 3,5 m³/h 132 m 3217 com teste
Grupo São Roque 7,5 m³/h 180 m 2523 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 4,0 m³/h 116 m 143 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação São Paulo 7 · Corpo Cristalino 6 · Complexo Embú 2
  • 50 a 100 m85 poços Formação São Paulo 29 · Corpo Cristalino 14 · Complexo Varginha-Guaxupe 13
  • 100 a 150 m209 poços Formação São Paulo 65 · Grupo Taubaté 43 · Complexo Varginha-Guaxupe 31
  • acima de 150 m328 poços Grupo Taubaté 82 · Corpo Cristalino 61 · Formação São Paulo 58

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mairiporã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mairiporã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.