São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vargem Grande do Sul - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vargem Grande do Sul, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação aquidauana
  • 15poços cadastrados
  • 112,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Vargem Grande do Sul - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Vargem Grande do Sul - SP. A profundidade média é de 112,4 m e a mediana, 100 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Aquidauana. No Censo 2022, 546 dos 14.593 domicílios do município — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
112,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Aquidauana
Ante a média do estado
43,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
40.133 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
546 (3,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Vargem Grande do Sul, com profundidade média de 112,4 m (mediana de 100 m, variando de 20 m a 282 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Aquidauana, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vargem Grande do Sul é 43,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Vargem Grande do Sul

Poços cadastrados em Vargem Grande do Sul - SP
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média112,4 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade20 m a 282 m
Nível estático médio17,5 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio80,7 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Aquidauana 33% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Vargem Grande do Sul 20 m mínimo 100 m mediana 282 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 116 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vargem Grande do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 7% 50-100 m 7 · 47% 100-150 m 5 · 33% acima de 200 m 2 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vargem Grande do Sul 2 1980 1 1990 11 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vargem Grande do Sul. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 6 · 43% Abastecimento industrial 4 · 29% Abastecimento doméstico 3 · 21% Pecuária 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Aquidauana — 4 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Vargem Grande do Sul

Vargem Grande do Sul tem 40.133 habitantes distribuídos em 267,2 km², o que dá 150,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João da Boa Vista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 546 dos 14.593 domicílios de Vargem Grande do Sul — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 306 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 532 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Vargem Grande do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vargem Grande do Sul

Com base em 170 poços cadastrados num raio de 30 km de Vargem Grande do Sul - SP, 80% deles foram concluídos entre 51 m e 239 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 93 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vargem Grande do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 170 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
6,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 93 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vargem Grande do Sul: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta170 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vargem Grande do Sul costumam descer

  • até 50 m 10%17
  • 50 a 100 m 30%49
  • 100 a 150 m 23%38
  • acima de 150 m 37%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 10,1 m³/h 154 m 2818 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 7,1 m³/h 122 m 2017 com teste
Formação Aquidauana 8,3 m³/h 115 m 1414 com teste
Corpo Cristalino 5,0 m³/h 150 m 117 com teste
Formação Serra Geral 3,7 m³/h 113 m 99 com teste
Formação Corumbataí 12,2 m³/h 102 m 55 com teste
Grupo Bauru 17,1 m³/h 78 m 54 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 2,8 m³/h 112 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Complexo Varginha-Guaxupe 2 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1 · Formação Aquidauana 1
  • 50 a 100 m31 poços Grupo Tubarão 8 · Complexo Varginha-Guaxupe 6 · Formação Aquidauana 5
  • 100 a 150 m26 poços Grupo Tubarão 6 · Formação Serra Geral 4 · Corpo Cristalino 4
  • acima de 150 m40 poços Grupo Tubarão 14 · Complexo Varginha-Guaxupe 8 · Corpo Cristalino 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vargem Grande do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vargem Grande do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.