São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio de Posse - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio de Posse, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • grupo itararé
  • 96poços cadastrados
  • 112,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 20,9 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio de Posse - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 96 poços em Santo Antônio de Posse - SP. A profundidade média é de 112,7 m e a mediana, 100 m, medida em 89 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 583 dos 7.986 domicílios do município — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
96
Profundidade média
112,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
20,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
43,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
23.244 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
583 (7,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 96 poços em Santo Antônio de Posse, com profundidade média de 112,7 m (mediana de 100 m, variando de 13 m a 480 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 21% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio de Posse é 43,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Santo Antônio de Posse

Poços cadastrados em Santo Antônio de Posse - SP
Poços no cadastro nacional96 poços
Profundidade média112,7 m 89 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade13 m a 480 m
Nível estático médio20,9 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,3 m 33 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 83% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 21% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 28 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 35 poços
Poços com teste de vazão96 de 96
Distribuição das profundidades em Santo Antônio de Posse 13 m mínimo 100 m mediana 480 m máximo
Metade dos poços fica entre 46 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio de Posse por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 25 · 28% 50-100 m 24 · 27% 100-150 m 19 · 21% 150-200 m 9 · 10% acima de 200 m 12 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio de Posse 10 1970 2 1980 14 1990 35 2000 26 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio de Posse. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 28 · 38% Irrigação 16 · 22% Abastecimento doméstico 11 · 15% Abastecimento industrial 10 · 14% Abastecimento múltiplo 5 · 7% Pecuária 4 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 30 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 11 poços
  • Complexo Amparo — 11 poços
  • Grupo Tubarão — 10 poços
  • Corpo Cristalino — 10 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 8 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços

O território e o subsolo de Santo Antônio de Posse

Santo Antônio de Posse tem 23.244 habitantes distribuídos em 154,1 km², o que dá 150,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 583 dos 7.986 domicílios de Santo Antônio de Posse — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 488 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 559 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio de Posse

Com base em 1.508 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio de Posse - SP, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 250 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,2 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 9,4 m³/h), sobre 576 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio de Posse se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.508 poços no raio, contra 96 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,2 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
53,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 576 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio de Posse: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.508 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 57peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio de Posse costumam descer

  • até 50 m 14%193
  • 50 a 100 m 27%364
  • 100 a 150 m 25%338
  • acima de 150 m 34%461

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 5,7 m³/h 121 m 298153 com teste
Corpo Cristalino 5,4 m³/h 94 m 11671 com teste
Grupo Itararé 5,0 m³/h 172 m 112104 com teste
Complexo Amparo 7,2 m³/h 108 m 5545 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 75 m 4324 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,3 m³/h 150 m 4233 com teste
Formação Serra Geral 5,1 m³/h 192 m 2618 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 5,2 m³/h 121 m 2612 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m58 poços Corpo Cristalino 23 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 12 · Complexo Amparo 6
  • 50 a 100 m238 poços Grupo Tubarão 110 · Corpo Cristalino 44 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 21
  • 100 a 150 m194 poços Grupo Tubarão 80 · Grupo Itararé 28 · Corpo Cristalino 21
  • acima de 150 m286 poços Grupo Tubarão 103 · Grupo Itararé 66 · Corpo Cristalino 28

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio de Posse?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio de Posse.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.