São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pedreira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pedreira, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 100poços cadastrados
  • 112,5 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 13,6 mnível estático médio

Como são os poços em Pedreira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 100 poços em Pedreira - SP. A profundidade média é de 112,5 m e a mediana, 102 m, medida em 93 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 278 dos 15.759 domicílios do município — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
100
Profundidade média
112,5 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
13,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
43,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
43.112 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
278 (1,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 100 poços em Pedreira, com profundidade média de 112,5 m (mediana de 102 m, variando de 20 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pedreira é 43,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Pedreira

Poços cadastrados em Pedreira - SP
Poços no cadastro nacional100 poços
Profundidade média112,5 m 93 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade20 m a 252 m
Nível estático médio13,6 m 65 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,8 m 59 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 68 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 21 poços
Poços com teste de vazão100 de 100
Distribuição das profundidades em Pedreira 20 m mínimo 102 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pedreira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 15 · 16% 50-100 m 30 · 32% 100-150 m 26 · 28% 150-200 m 17 · 18% acima de 200 m 5 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pedreira 14 1970 20 1980 15 1990 11 2000 21 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pedreira. Valores em poços. Abastecimento industrial 24 · 41% Abastecimento doméstico 17 · 29% Outros (lazer,etc.) 6 · 10% Sem uso 5 · 9% Abastecimento múltiplo 3 · 5% Abastecimento urbano 3 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 53 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 23 poços
  • Complexo Amparo — 20 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 4 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 4 poços
  • Grupo Tubarão — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Pedreira

Pedreira tem 43.112 habitantes distribuídos em 108,8 km², o que dá 396,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 278 dos 15.759 domicílios de Pedreira — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 264 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 358 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pedreira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pedreira

Com base em 1.623 poços cadastrados num raio de 30 km de Pedreira - SP, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 226 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 9,6 m³/h), sobre 578 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pedreira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.623 poços no raio, contra 100 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
57,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 578 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pedreira: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.623 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pedreira costumam descer

  • até 50 m 17%238
  • 50 a 100 m 26%374
  • 100 a 150 m 26%369
  • acima de 150 m 32%455

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 5,9 m³/h 120 m 267132 com teste
Corpo Cristalino 5,5 m³/h 100 m 13983 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,9 m³/h 140 m 7956 com teste
Grupo Itararé 4,1 m³/h 158 m 7266 com teste
Complexo Amparo 7,5 m³/h 112 m 5950 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,9 m³/h 79 m 5029 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,5 m³/h 150 m 4536 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,9 m³/h 106 m 3316 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m72 poços Corpo Cristalino 31 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 13 · Grupo Tubarão 6
  • 50 a 100 m245 poços Grupo Tubarão 103 · Corpo Cristalino 45 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 22
  • 100 a 150 m216 poços Grupo Tubarão 74 · Complexo Varginha-Guaxupe 32 · Corpo Cristalino 21
  • acima de 150 m259 poços Grupo Tubarão 84 · Corpo Cristalino 42 · Grupo Itararé 39

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pedreira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pedreira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.