São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vargem - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vargem, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 29poços cadastrados
  • 102,2 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 24,4 mnível estático médio

Como são os poços em Vargem - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Vargem - SP. A profundidade média é de 102,2 m e a mediana, 102 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 1.408 dos 3.660 domicílios do município — 38,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
102,2 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
24,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
53,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.512 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.408 (38,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Vargem, com profundidade média de 102,2 m (mediana de 102 m, variando de 5 m a 280 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vargem é 53,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Vargem

Poços cadastrados em Vargem - SP
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média102,2 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade5 m a 280 m
Nível estático médio24,4 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio131,8 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Vargem 5 m mínimo 102 m mediana 280 m máximo
Metade dos poços fica entre 9 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vargem por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 40% 50-100 m 1 · 5% 100-150 m 5 · 25% 150-200 m 1 · 5% acima de 200 m 5 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vargem 1 1990 16 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vargem. Valores em poços. Abastecimento doméstico 13 · 52% Outros (lazer,etc.) 6 · 24% Abastecimento industrial 3 · 12% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 12%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Vargem

Vargem tem 10.512 habitantes distribuídos em 142,6 km², o que dá 73,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança Paulista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 1.408 dos 3.660 domicílios de Vargem — 38,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 639 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.267 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vargem

Com base em 546 poços cadastrados num raio de 30 km de Vargem - SP, 80% deles foram concluídos entre 10 m e 250 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 4,1 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 8,3 m³/h), sobre 114 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vargem se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 546 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
4,1 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
19,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 114 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vargem: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta546 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 24peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 74peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 35peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vargem costumam descer

  • até 50 m 24%114
  • 50 a 100 m 14%66
  • 100 a 150 m 22%107
  • acima de 150 m 40%194

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 3,9 m³/h 150 m 6143 com teste
Corpo Cristalino 2,2 m³/h 155 m 4029 com teste
Terciário-Quaternário 7,6 m³/h 150 m 106 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 12,9 m³/h 106 m 85 com teste
Complexo Amparo 1,5 m³/h 112 m 55 com teste
Proterozoico Superior 7,7 m³/h 84 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Complexo Varginha-Guaxupe 4 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m31 poços Corpo Cristalino 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 9 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 4
  • 100 a 150 m43 poços Complexo Varginha-Guaxupe 20 · Corpo Cristalino 10 · Terciário-Quaternário 5
  • acima de 150 m55 poços Complexo Varginha-Guaxupe 28 · Corpo Cristalino 20 · Terciário-Quaternário 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vargem?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vargem.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.