São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tatuí - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tatuí, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação tatuí
  • 63poços cadastrados
  • 164,8 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 39 mnível estático médio

Como são os poços em Tatuí - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 63 poços em Tatuí - SP. A profundidade média é de 164,8 m e a mediana, 180 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 39 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Tatuí. No Censo 2022, 2.144 dos 44.201 domicílios do município — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
63
Profundidade média
164,8 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
39 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Tatuí
Ante a média do estado
8,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
123.942 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.144 (4,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 63 poços em Tatuí, com profundidade média de 164,8 m (mediana de 180 m, variando de 4 m a 294 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Tatuí, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tatuí é 8,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Tatuí

Poços cadastrados em Tatuí - SP
Poços no cadastro nacional63 poços
Profundidade média164,8 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade4 m a 294 m
Nível estático médio39 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio82,6 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Tatuí 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 45 poços
Poços com teste de vazão63 de 63
Distribuição das profundidades em Tatuí 4 m mínimo 180 m mediana 294 m máximo
Metade dos poços fica entre 101 m e 215 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tatuí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 6% 50-100 m 11 · 17% 100-150 m 12 · 19% 150-200 m 16 · 25% acima de 200 m 20 · 32%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tatuí 1 1970 4 1980 11 1990 45 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tatuí. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 36% Abastecimento industrial 19 · 33% Outros (lazer,etc.) 9 · 16% Irrigação 3 · 5% Sem uso 3 · 5% Abastecimento urbano 3 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Tatuí — 3 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Grupo Tubarão — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Formação Teresina — 1 poço

O território e o subsolo de Tatuí

Tatuí tem 123.942 habitantes distribuídos em 523,7 km², o que dá 236,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tatuí, na região intermediária de Sorocaba.

No Censo 2022, 2.144 dos 44.201 domicílios de Tatuí — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.918 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.848 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tatuí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tatuí

Com base em 419 poços cadastrados num raio de 30 km de Tatuí - SP, 80% deles foram concluídos entre 92 m e 300 m, com profundidade mediana de 186 m. A vazão mediana calculada é de 9,8 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 20,6 m³/h), sobre 129 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tatuí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 419 poços no raio, contra 63 poços dentro do município.

186 mprofundidade mediana
9,8 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
14,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 129 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tatuí: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta419 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tatuí costumam descer

  • até 50 m 3%14
  • 50 a 100 m 13%52
  • 100 a 150 m 21%86
  • acima de 150 m 63%260

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 11,1 m³/h 192 m 7446 com teste
Grupo Itararé 10,2 m³/h 174 m 6445 com teste
Grupo Passa Dois 10,5 m³/h 172 m 94 com teste
Formação Irati 8,8 m³/h 206 m 76 com teste
Formação Tatuí 9,0 m³/h 169 m 54 com teste
Formação Serra Geral 12,6 m³/h 166 m 44 com teste
Corpo Cristalino 6,4 m³/h 121 m 33 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6,3 m³/h 300 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m24 poços Grupo Itararé 10 · Grupo Tubarão 10 · Formação Irati 1
  • 100 a 150 m33 poços Grupo Itararé 16 · Grupo Tubarão 8 · Corpo Cristalino 3
  • acima de 150 m114 poços Grupo Tubarão 56 · Grupo Itararé 38 · Grupo Passa Dois 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tatuí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tatuí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.