São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mauá - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mauá, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 84poços cadastrados
  • 164,6 mprofundidade média
  • 170 mprofundidade mediana
  • 23,4 mnível estático médio

Como são os poços em Mauá - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 84 poços em Mauá - SP. A profundidade média é de 164,6 m e a mediana, 170 m, medida em 84 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 419 dos 152.619 domicílios do município — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
84
Profundidade média
164,6 m
Profundidade mediana
170 m
Nível estático médio
23,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
8,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
418.261 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
419 (0,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 84 poços em Mauá, com profundidade média de 164,6 m (mediana de 170 m, variando de 17,5 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mauá é 8,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mauá

Poços cadastrados em Mauá - SP
Poços no cadastro nacional84 poços
Profundidade média164,6 m 84 poços com o dado
Profundidade mediana170 m
Faixa de profundidade17,5 m a 300 m
Nível estático médio23,4 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio114,1 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 62 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 33 poços
Poços com teste de vazão84 de 84
Distribuição das profundidades em Mauá 17,5 m mínimo 170 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 104,4 m e 220 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mauá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 10% 50-100 m 9 · 11% 100-150 m 19 · 23% 150-200 m 22 · 26% acima de 200 m 26 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mauá 1 1930 1 1960 11 1970 2 1980 33 1990 32 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mauá. Valores em poços. Abastecimento industrial 62 · 74% Outros (lazer,etc.) 12 · 14% Sem uso 9 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 13 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Formação São Paulo — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Taubaté — 1 poço

O território e o subsolo de Mauá

Mauá tem 418.261 habitantes distribuídos em 61,9 km², o que dá 6.753,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 419 dos 152.619 domicílios de Mauá — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 335 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.194 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mauá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mauá

Com base em 1.593 poços cadastrados num raio de 30 km de Mauá - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 292 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 581 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 33 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mauá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.593 poços no raio, contra 84 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
8,9 m³/hvazão mediana calculada
33 mnível estático mediano
56,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 581 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mauá: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta1.593 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mauá costumam descer

  • até 50 m 3%44
  • 50 a 100 m 9%138
  • 100 a 150 m 25%394
  • acima de 150 m 63%996

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 15,0 m³/h 150 m 266175 com teste
Complexo Embú 7,3 m³/h 199 m 152141 com teste
Grupo Taubaté 15,7 m³/h 162 m 134122 com teste
Corpo Cristalino 5,2 m³/h 180 m 9878 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,9 m³/h 243 m 1412 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,9 m³/h 182 m 74 com teste
Aluviões 14,7 m³/h 248 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação São Paulo 8 · Corpo Cristalino 3 · Complexo Embú 2
  • 50 a 100 m61 poços Formação São Paulo 29 · Grupo Taubaté 13 · Corpo Cristalino 10
  • 100 a 150 m203 poços Formação São Paulo 104 · Grupo Taubaté 44 · Complexo Embú 29
  • acima de 150 m405 poços Formação São Paulo 125 · Complexo Embú 114 · Grupo Taubaté 77

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mauá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mauá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.