São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Taubaté - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Taubaté, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 64poços cadastrados
  • 157,4 mprofundidade média
  • 122,5 mprofundidade mediana
  • 16,3 mnível estático médio

Como são os poços em Taubaté - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Taubaté - SP. A profundidade média é de 157,4 m e a mediana, 122,5 m, medida em 62 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 2.161 dos 112.842 domicílios do município — 1,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
157,4 m
Profundidade mediana
122,5 m
Nível estático médio
16,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
310.739 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.161 (1,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Taubaté, com profundidade média de 157,4 m (mediana de 122,5 m, variando de 8 m a 650 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Taubaté é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Taubaté

Poços cadastrados em Taubaté - SP
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média157,4 m 62 poços com o dado
Profundidade mediana122,5 m
Faixa de profundidade8 m a 650 m
Nível estático médio16,3 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio74 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 73% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 37 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 33 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Taubaté 8 m mínimo 122,5 m mediana 650 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Taubaté por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 18% 50-100 m 14 · 23% 100-150 m 14 · 23% 150-200 m 9 · 15% acima de 200 m 14 · 23%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Taubaté 1 1970 2 1980 14 1990 33 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Taubaté. Valores em poços. Abastecimento industrial 37 · 60% Outros (lazer,etc.) 12 · 19% Abastecimento doméstico 11 · 18% Irrigação 1 · 2% Abastecimento urbano 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 6 poços
  • Complexo Embú — 3 poços
  • Formação Pindamonhangaba — 1 poço
  • Formação Caçapava — 1 poço

O território e o subsolo de Taubaté

Taubaté tem 310.739 habitantes distribuídos em 625,0 km², o que dá 497,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Taubaté - Pindamonhangaba, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 2.161 dos 112.842 domicílios de Taubaté — 1,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.334 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.867 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Taubaté, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Taubaté

Com base em 380 poços cadastrados num raio de 30 km de Taubaté - SP, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 229 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 36,7 m³/h (metade dos poços entre 11,2 m³/h e 83,0 m³/h), sobre 132 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Taubaté se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 380 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
36,7 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
13,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 132 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Taubaté: 73/100

73 de 100

Confiança: amostra alta380 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 89peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Taubaté costumam descer

  • até 50 m 9%32
  • 50 a 100 m 18%64
  • 100 a 150 m 24%88
  • acima de 150 m 50%181

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 29,0 m³/h 160 m 9382 com teste
Formação Caçapava 88,5 m³/h 159 m 2016 com teste
Formação Pindamonhangaba 102,0 m³/h 155 m 1717 com teste
Complexo Embú 11,4 m³/h 150 m 76 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m21 poços Grupo Taubaté 11 · Formação Caçapava 6 · Complexo Embú 3
  • 100 a 150 m36 poços Grupo Taubaté 24 · Formação Pindamonhangaba 5 · Formação Caçapava 3
  • acima de 150 m83 poços Grupo Taubaté 56 · Formação Caçapava 11 · Formação Pindamonhangaba 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Taubaté?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Taubaté.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.