São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itu - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itu, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 541poços cadastrados
  • 164,7 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 21 mnível estático médio

Como são os poços em Itu - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 541 poços em Itu - SP. A profundidade média é de 164,7 m e a mediana, 150 m, medida em 489 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 3.595 dos 59.545 domicílios do município — 6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
541
Profundidade média
164,7 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
21 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
8,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
168.240 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.595 (6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 541 poços em Itu, com profundidade média de 164,7 m (mediana de 150 m, variando de 0,5 m a 510 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 59% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itu é 8,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Itu

Poços cadastrados em Itu - SP
Poços no cadastro nacional541 poços
Profundidade média164,7 m 489 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade0,5 m a 510 m
Nível estático médio21 m 153 poços com o dado
Nível dinâmico médio89,3 m 155 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 148 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 137 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 201 poços
Poços com teste de vazão541 de 541
Distribuição das profundidades em Itu 0,5 m mínimo 150 m mediana 510 m máximo
Metade dos poços fica entre 103 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 27 · 6% 50-100 m 83 · 17% 100-150 m 135 · 28% 150-200 m 106 · 22% acima de 200 m 138 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itu 74 1950 4 1960 33 1970 85 1980 70 1990 201 2000 22 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itu. Valores em poços. Abastecimento industrial 137 · 27% Abastecimento doméstico 133 · 27% Abastecimento urbano 131 · 26% Outros (lazer,etc.) 61 · 12% Pecuária 30 · 6% Irrigação 8 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 166 poços
  • Fissural — 81 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 170 poços
  • Grupo Itararé — 37 poços
  • Corpo Cristalino — 33 poços
  • Grupo São Roque — 27 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 12 poços
  • Formação Serra Geral — 10 poços

O território e o subsolo de Itu

Itu tem 168.240 habitantes distribuídos em 640,7 km², o que dá 262,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 3.595 dos 59.545 domicílios de Itu — 6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.766 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.671 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itu, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itu

Com base em 1.646 poços cadastrados num raio de 30 km de Itu - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 260 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 11,6 m³/h), sobre 434 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (53% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.646 poços no raio, contra 541 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
58,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 434 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itu: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta1.646 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itu costumam descer

  • até 50 m 5%76
  • 50 a 100 m 17%272
  • 100 a 150 m 29%456
  • acima de 150 m 48%751

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 136 m 319146 com teste
Grupo Itararé 5,0 m³/h 172 m 114102 com teste
Corpo Cristalino 8,9 m³/h 150 m 4926 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 5,3 m³/h 138 m 4742 com teste
Grupo São Roque 8,1 m³/h 149 m 2419 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,1 m³/h 133 m 1715 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 6,3 m³/h 111 m 151 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 9,5 m³/h 150 m 1312 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Grupo Tubarão 14 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1
  • 50 a 100 m132 poços Grupo Tubarão 70 · Grupo Itararé 13 · Complexo Varginha-Guaxupe 9
  • 100 a 150 m231 poços Grupo Tubarão 120 · Grupo Itararé 33 · Corpo Cristalino 19
  • acima de 150 m262 poços Grupo Tubarão 115 · Grupo Itararé 67 · Corpo Cristalino 22

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.