São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Olímpia - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Olímpia, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 198poços cadastrados
  • 164,7 mprofundidade média
  • 87 mprofundidade mediana
  • 26,8 mnível estático médio

Como são os poços em Olímpia - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 198 poços em Olímpia - SP. A profundidade média é de 164,7 m e a mediana, 87 m, medida em 187 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 865 dos 20.418 domicílios do município — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
198
Profundidade média
164,7 m
Profundidade mediana
87 m
Nível estático médio
26,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
8,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
55.074 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
865 (4,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 198 poços em Olímpia, com profundidade média de 164,7 m (mediana de 87 m, variando de 28 m a 2.568,4 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Olímpia é 8,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Olímpia

Poços cadastrados em Olímpia - SP
Poços no cadastro nacional198 poços
Profundidade média164,7 m 187 poços com o dado
Profundidade mediana87 m
Faixa de profundidade28 m a 2.568,4 m
Nível estático médio26,8 m 99 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,5 m 98 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 90 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 77% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 48 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 76 poços
Poços com teste de vazão198 de 198
Distribuição das profundidades em Olímpia 28 m mínimo 87 m mediana 2.568,4 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Olímpia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 20 · 11% 50-100 m 105 · 56% 100-150 m 16 · 9% 150-200 m 32 · 17% acima de 200 m 14 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Olímpia 2 1950 12 1970 7 1980 32 1990 76 2000 53 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Olímpia. Valores em poços. Abastecimento industrial 48 · 25% Abastecimento urbano 45 · 23% Outros (lazer,etc.) 36 · 19% Abastecimento doméstico 31 · 16% Irrigação 30 · 16% Abastecimento múltiplo 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 83 poços
  • Fissural — 25 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 102 poços
  • Formação Serra Geral — 44 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços
  • Grupo Passa Dois — 2 poços
  • Grupo Tubarão — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de Olímpia

Olímpia tem 55.074 habitantes distribuídos em 802,6 km², o que dá 68,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barretos, na região intermediária de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 865 dos 20.418 domicílios de Olímpia — 4,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 827 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 643 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Olímpia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Olímpia

Com base em 431 poços cadastrados num raio de 30 km de Olímpia - SP, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 187 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 14,7 m³/h (metade dos poços entre 7,3 m³/h e 21,0 m³/h), sobre 180 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Olímpia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 431 poços no raio, contra 198 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
14,7 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
15,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 180 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Olímpia: 78/100

78 de 100

Confiança: amostra alta431 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 87peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Olímpia costumam descer

  • até 50 m 8%31
  • 50 a 100 m 54%221
  • 100 a 150 m 19%78
  • acima de 150 m 19%78

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 15,1 m³/h 89 m 246160 com teste
Formação Serra Geral 21,3 m³/h 100 m 114 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m21 poços Grupo Bauru 21
  • 50 a 100 m148 poços Grupo Bauru 142 · Formação Serra Geral 6
  • 100 a 150 m44 poços Grupo Bauru 43 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m44 poços Grupo Bauru 40 · Formação Serra Geral 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Olímpia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Olímpia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.