São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Iacanga - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Iacanga, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 19poços cadastrados
  • 178 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 24,1 mnível estático médio

Como são os poços em Iacanga - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Iacanga - SP. A profundidade média é de 178 m e a mediana, 110 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 337 dos 3.957 domicílios do município — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
178 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
24,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
22 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.437 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
337 (8,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Iacanga, com profundidade média de 178 m (mediana de 110 m, variando de 15 m a 650 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Iacanga é 22 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Iacanga

Poços cadastrados em Iacanga - SP
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média178 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade15 m a 650 m
Nível estático médio24,1 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,2 m 15 poços com o dado
Vazão específica média4,3 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Iacanga 15 m mínimo 110 m mediana 650 m máximo
Metade dos poços fica entre 58 m e 237 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Iacanga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 16% 50-100 m 5 · 26% 100-150 m 6 · 32% acima de 200 m 5 · 26%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Iacanga 2 1950 1 1960 1 1970 1 1980 9 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Iacanga. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 28% Outros (lazer,etc.) 4 · 22% Sem uso 3 · 17% Abastecimento doméstico 3 · 17% Abastecimento industrial 2 · 11% Irrigação 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Grupo Bauru — 10 poços
  • Cobertura do Rio Guaporé Superior — 1 poço

O território e o subsolo de Iacanga

Iacanga tem 10.437 habitantes distribuídos em 547,4 km², o que dá 19,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bauru.

No Censo 2022, 337 dos 3.957 domicílios de Iacanga — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 320 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 322 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Iacanga

Com base em 141 poços cadastrados num raio de 30 km de Iacanga - SP, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 425 m, com profundidade mediana de 148 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 75 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Iacanga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 141 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

148 mprofundidade mediana
10,2 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 75 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Iacanga: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta141 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Iacanga costumam descer

  • até 50 m 9%12
  • 50 a 100 m 21%29
  • 100 a 150 m 23%31
  • acima de 150 m 47%64

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 9,0 m³/h 111 m 5042 com teste
Formação Serra Geral 22,2 m³/h 155 m 2821 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 2,8 m³/h 60 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Bauru 8 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m20 poços Grupo Bauru 15 · Formação Serra Geral 3 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m22 poços Formação Serra Geral 11 · Grupo Bauru 10 · Cobertura do Rio Guaporé Superior 1
  • acima de 150 m37 poços Grupo Bauru 17 · Formação Serra Geral 14 · Terciário-Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Iacanga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Iacanga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.