São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tapiraí - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tapiraí, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo granitoides paranapiacaba
  • 5poços cadastrados
  • 157,4 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 3,7 mnível estático médio

Como são os poços em Tapiraí - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Tapiraí - SP. A profundidade média é de 157,4 m e a mediana, 150 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Granitoides Paranapiacaba. No Censo 2022, 385 dos 2.812 domicílios do município — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
157,4 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
3,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Granitoides Paranapiacaba
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
7.996 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
385 (13,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Tapiraí, com profundidade média de 157,4 m (mediana de 150 m, variando de 122 m a 199,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Granitoides Paranapiacaba, presente em 80% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tapiraí é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Tapiraí

Poços cadastrados em Tapiraí - SP
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média157,4 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade122 m a 199,5 m
Nível estático médio3,7 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,2 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Granitoides Paranapiacaba 80% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 1980 4 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Tapiraí 122 m mínimo 150 m mediana 199,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 131,5 m e 184 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tapiraí por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 3 · 60% 150-200 m 2 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tapiraí 1 1970 4 1980
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Granitoides Paranapiacaba — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Tapiraí

Tapiraí tem 7.996 habitantes distribuídos em 755,1 km², o que dá 10,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 385 dos 2.812 domicílios de Tapiraí — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 142 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 876 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tapiraí

Com base em 35 poços cadastrados num raio de 30 km de Tapiraí - SP, 80% deles foram concluídos entre 98 m e 241 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 26,2 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (65% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tapiraí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 35 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
1,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tapiraí: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra média35 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 9peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 10peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tapiraí costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 20%6
  • 100 a 150 m 30%9
  • acima de 150 m 50%15

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Granitoides Paranapiacaba 4,1 m³/h 200 m 75 com teste
Grupo Tubarão sem teste 110 m 6
Grupo Itararé 26,2 m³/h 181 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Grupo Tubarão 3 · Grupo Itararé 1 · Complexo Granito-Gnáissico 1
  • 100 a 150 m6 poços Corpo Cristalino 2 · Grupo Tubarão 2 · Corpo Granitoides Paranapiacaba 2
  • acima de 150 m10 poços Corpo Granitoides Paranapiacaba 5 · Grupo Itararé 2 · Grupo São Roque 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tapiraí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tapiraí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.