São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itatiba - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itatiba, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 215poços cadastrados
  • 103,8 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 16 mnível estático médio

Como são os poços em Itatiba - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 215 poços em Itatiba - SP. A profundidade média é de 103,8 m e a mediana, 90 m, medida em 198 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 3.072 dos 43.750 domicílios do município — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
215
Profundidade média
103,8 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
16 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
52,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
121.590 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.072 (7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 215 poços em Itatiba, com profundidade média de 103,8 m (mediana de 90 m, variando de 3 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itatiba é 52,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Itatiba

Poços cadastrados em Itatiba - SP
Poços no cadastro nacional215 poços
Profundidade média103,8 m 198 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade3 m a 360 m
Nível estático médio16 m 44 poços com o dado
Nível dinâmico médio79,8 m 44 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 44 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 60% dos registros
Uso mais comumSem uso 63 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 130 poços
Poços com teste de vazão215 de 215
Distribuição das profundidades em Itatiba 3 m mínimo 90 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 13,9 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itatiba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 85 · 43% 50-100 m 18 · 9% 100-150 m 33 · 17% 150-200 m 27 · 14% acima de 200 m 35 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itatiba 12 1970 12 1980 15 1990 130 2000 22 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itatiba. Valores em poços. Sem uso 63 · 31% Abastecimento industrial 48 · 24% Abastecimento doméstico 45 · 22% Outros (lazer,etc.) 41 · 20% Abastecimento urbano 4 · 2% Irrigação 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 41 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 25 poços
  • Corpo Cristalino — 10 poços
  • Complexo Amparo — 6 poços
  • Grupo Tubarão — 1 poço

O território e o subsolo de Itatiba

Itatiba tem 121.590 habitantes distribuídos em 322,3 km², o que dá 377,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 3.072 dos 43.750 domicílios de Itatiba — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.330 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.023 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itatiba

Com base em 1.969 poços cadastrados num raio de 30 km de Itatiba - SP, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 256 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 478 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itatiba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.969 poços no raio, contra 215 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
69,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 478 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itatiba: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta1.969 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itatiba costumam descer

  • até 50 m 18%317
  • 50 a 100 m 15%270
  • 100 a 150 m 22%400
  • acima de 150 m 45%792

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 3,8 m³/h 143 m 313242 com teste
Corpo Cristalino 4,9 m³/h 120 m 10468 com teste
Complexo Amparo 4,4 m³/h 108 m 4939 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,8 m³/h 110 m 3428 com teste
Terciário-Quaternário 4,8 m³/h 142 m 2411 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 1,5 m³/h 150 m 195 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 4,0 m³/h 130 m 92 com teste
Grupo Tubarão 14,2 m³/h 141 m 85 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m63 poços Complexo Varginha-Guaxupe 27 · Corpo Cristalino 19 · Complexo Amparo 10
  • 50 a 100 m119 poços Complexo Varginha-Guaxupe 55 · Corpo Cristalino 23 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 11
  • 100 a 150 m183 poços Complexo Varginha-Guaxupe 112 · Corpo Cristalino 20 · Complexo Amparo 16
  • acima de 150 m208 poços Complexo Varginha-Guaxupe 119 · Corpo Cristalino 42 · Complexo Amparo 13

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itatiba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itatiba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.