São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itararé - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itararé, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 12poços cadastrados
  • 103,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana

Como são os poços em Itararé - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Itararé - SP. A profundidade média é de 103,7 m e a mediana, 100 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 340 dos 16.525 domicílios do município — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
103,7 m
Profundidade mediana
100 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
52,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
44.438 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
340 (2,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Itararé, com profundidade média de 103,7 m (mediana de 100 m, variando de 70 m a 168 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itararé é 52,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Itararé

Poços cadastrados em Itararé - SP
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média103,7 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade70 m a 168 m
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Itararé 70 m mínimo 100 m mediana 168 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itararé por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 75% 100-150 m 2 · 17% 150-200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itararé 9 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itararé. Valores em poços. Abastecimento industrial 6 · 55% Abastecimento doméstico 5 · 45%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Itararé

Itararé tem 44.438 habitantes distribuídos em 1.003,9 km², o que dá 44,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itapeva, na região intermediária de Sorocaba.

No Censo 2022, 340 dos 16.525 domicílios de Itararé — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 245 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 871 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itararé, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itararé

Com base em 41 poços cadastrados num raio de 30 km de Itararé - SP, 80% deles foram concluídos entre 91 m e 203 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 9,5 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 29,7 m³/h), sobre 10 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itararé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 41 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
9,5 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
1,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 10 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itararé: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra média41 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 11peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itararé costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 36%12
  • 100 a 150 m 33%11
  • acima de 150 m 30%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 28,9 m³/h 132 m 115 com teste
Formação Furnas sem teste 200 m 7
Grupo Tubarão sem teste 100 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Grupo Tubarão 3 · Grupo Itararé 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m8 poços Grupo Itararé 7 · Grupo Tubarão 1
  • acima de 150 m4 poços Grupo Itararé 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Furnas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itararé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itararé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.