São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Riolândia - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Riolândia, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 17poços cadastrados
  • 160,9 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 19,9 mnível estático médio

Como são os poços em Riolândia - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em Riolândia - SP. A profundidade média é de 160,9 m e a mediana, 150 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 147 dos 3.005 domicílios do município — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
160,9 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
19,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
4,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.309 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
147 (4,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em Riolândia, com profundidade média de 160,9 m (mediana de 150 m, variando de 58 m a 380 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Riolândia é 4,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Riolândia

Poços cadastrados em Riolândia - SP
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média160,9 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade58 m a 380 m
Nível estático médio19,9 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,2 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 4 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em Riolândia 58 m mínimo 150 m mediana 380 m máximo
Metade dos poços fica entre 116 m e 220 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Riolândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 13% 100-150 m 9 · 56% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 4 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Riolândia 3 1970 3 1980 1 1990 1 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Riolândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 30% Abastecimento urbano 2 · 20% Outros (lazer,etc.) 2 · 20% Abastecimento industrial 1 · 10% Irrigação 1 · 10% Pecuária 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 12 poços

O território e o subsolo de Riolândia

Riolândia tem 10.309 habitantes distribuídos em 631,9 km², o que dá 16,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Votuporanga, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 147 dos 3.005 domicílios de Riolândia — 4,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 128 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 176 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Riolândia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Riolândia

Com base em 101 poços cadastrados num raio de 30 km de Riolândia - SP, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 242 m, com profundidade mediana de 121 m. A vazão mediana calculada é de 14,5 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 28,7 m³/h), sobre 58 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Riolândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 101 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

121 mprofundidade mediana
14,5 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
3,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 58 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Riolândia: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta101 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 27peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 35peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Riolândia costumam descer

  • até 50 m 7%6
  • 50 a 100 m 28%25
  • 100 a 150 m 42%37
  • acima de 150 m 24%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,9 m³/h 145 m 3217 com teste
Grupo Bauru 18,2 m³/h 132 m 2925 com teste
Quaternário 7,2 m³/h 302 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m15 poços Formação Serra Geral 8 · Grupo Bauru 7
  • 100 a 150 m26 poços Formação Serra Geral 13 · Grupo Bauru 13
  • acima de 150 m21 poços Grupo Bauru 9 · Formação Serra Geral 9 · Quaternário 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Riolândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Riolândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.