São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Claro - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Claro, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo passa dois
  • 136poços cadastrados
  • 234,6 mprofundidade média
  • 220 mprofundidade mediana
  • 55,6 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Claro - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 136 poços em Rio Claro - SP. A profundidade média é de 234,6 m e a mediana, 220 m, medida em 130 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 55,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Passa Dois. No Censo 2022, 759 dos 74.084 domicílios do município — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
136
Profundidade média
234,6 m
Profundidade mediana
220 m
Nível estático médio
55,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Passa Dois
Ante a média do estado
78,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
201.418 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
759 (1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 136 poços em Rio Claro, com profundidade média de 234,6 m (mediana de 220 m, variando de 12 m a 1.335,4 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Passa Dois, presente em 22% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Claro é 78,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Rio Claro

Poços cadastrados em Rio Claro - SP
Poços no cadastro nacional136 poços
Profundidade média234,6 m 130 poços com o dado
Profundidade mediana220 m
Faixa de profundidade12 m a 1.335,4 m
Nível estático médio55,6 m 81 poços com o dado
Nível dinâmico médio104,1 m 81 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 81 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteGrupo Passa Dois 22% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 51 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 54 poços
Poços com teste de vazão136 de 136
Distribuição das profundidades em Rio Claro 12 m mínimo 220 m mediana 1.335,4 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 291 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Claro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 7% 50-100 m 17 · 13% 100-150 m 15 · 12% 150-200 m 17 · 13% acima de 200 m 72 · 55%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Claro 2 1950 3 1970 11 1980 21 1990 54 2000 10 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Claro. Valores em poços. Abastecimento industrial 51 · 44% Outros (lazer,etc.) 34 · 29% Abastecimento doméstico 17 · 15% Abastecimento urbano 7 · 6% Irrigação 4 · 3% Pecuária 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 79 poços
  • Fissural — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Passa Dois — 38 poços
  • Formação Serra Geral — 37 poços
  • Formação Corumbataí — 35 poços
  • Grupo Itararé — 25 poços
  • Grupo Tubarão — 23 poços
  • Terciário-Quaternário — 17 poços

O território e o subsolo de Rio Claro

Rio Claro tem 201.418 habitantes distribuídos em 498,4 km², o que dá 404,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Claro, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 759 dos 74.084 domicílios de Rio Claro — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 455 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 926 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio Claro, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Claro

Com base em 617 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Claro - SP, 80% deles foram concluídos entre 83 m e 336 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,5 m³/h), sobre 300 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 39 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Claro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 617 poços no raio, contra 136 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
39 mnível estático mediano
21,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 300 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Claro: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta617 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Claro costumam descer

  • até 50 m 3%19
  • 50 a 100 m 15%82
  • 100 a 150 m 15%86
  • acima de 150 m 67%373

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 7,2 m³/h 196 m 8463 com teste
Grupo Itararé 7,3 m³/h 222 m 5551 com teste
Grupo Passa Dois 8,0 m³/h 223 m 4727 com teste
Formação Corumbataí 8,8 m³/h 235 m 4643 com teste
Formação Serra Geral 12,9 m³/h 224 m 3326 com teste
Formação Botucatu 23,5 m³/h 119 m 2616 com teste
Terciário-Quaternário 13,1 m³/h 87 m 1818 com teste
Formação Piramboia 11,9 m³/h 105 m 1411 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Terciário-Quaternário 5 · Formação Botucatu 2 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m55 poços Grupo Tubarão 14 · Formação Botucatu 8 · Formação Piramboia 6
  • 100 a 150 m48 poços Grupo Tubarão 17 · Formação Botucatu 7 · Formação Corumbataí 5
  • acima de 150 m241 poços Grupo Tubarão 52 · Grupo Itararé 46 · Grupo Passa Dois 39

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Claro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Claro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.