São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Silveiras - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Silveiras, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 10poços cadastrados
  • 159,9 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 5 mnível estático médio

Como são os poços em Silveiras - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Silveiras - SP. A profundidade média é de 159,9 m e a mediana, 160 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 162 dos 2.230 domicílios do município — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
159,9 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
3,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.186 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
162 (7,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Silveiras, com profundidade média de 159,9 m (mediana de 160 m, variando de 88 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Silveiras é 3,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Silveiras

Poços cadastrados em Silveiras - SP
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média159,9 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade88 m a 250 m
Nível estático médio5 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio80,7 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Silveiras 88 m mínimo 160 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 140 m e 198 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Silveiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 10% 100-150 m 3 · 30% 150-200 m 5 · 50% acima de 200 m 1 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Silveiras 1 1970 2 1980 4 1990 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Silveiras. Valores em poços. Abastecimento industrial 2 · 50% Abastecimento urbano 2 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Grupo Acungui — 1 poço
  • Aluviões — 1 poço
  • Coluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Silveiras

Silveiras tem 6.186 habitantes distribuídos em 414,8 km², o que dá 14,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruzeiro, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 162 dos 2.230 domicílios de Silveiras — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 96 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 924 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Silveiras

Com base em 170 poços cadastrados num raio de 30 km de Silveiras - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 248 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 12,9 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 35,5 m³/h), sobre 71 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (65% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Silveiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 170 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
12,9 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
6,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 71 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Silveiras: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta170 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 70peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Silveiras costumam descer

  • até 50 m 4%6
  • 50 a 100 m 22%34
  • 100 a 150 m 27%41
  • acima de 150 m 47%72

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 33,9 m³/h 163 m 5032 com teste
Corpo Cristalino 4,5 m³/h 100 m 1815 com teste
Formação Caçapava 12,7 m³/h 158 m 1210 com teste
Complexo Embú 12,9 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m20 poços Corpo Cristalino 9 · Grupo Taubaté 5 · Formação Caçapava 3
  • 100 a 150 m23 poços Grupo Taubaté 13 · Corpo Cristalino 5 · Formação Caçapava 2
  • acima de 150 m46 poços Grupo Taubaté 30 · Formação Caçapava 7 · Corpo Cristalino 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Silveiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Silveiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.