São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Elias Fausto - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Elias Fausto, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 33poços cadastrados
  • 161,1 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 35,3 mnível estático médio

Como são os poços em Elias Fausto - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Elias Fausto - SP. A profundidade média é de 161,1 m e a mediana, 150 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 832 dos 5.967 domicílios do município — 13,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
161,1 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
35,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
5,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
17.699 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
832 (13,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Elias Fausto, com profundidade média de 161,1 m (mediana de 150 m, variando de 5 m a 301,3 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Elias Fausto é 5,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Elias Fausto

Poços cadastrados em Elias Fausto - SP
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média161,1 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade5 m a 301,3 m
Nível estático médio35,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio71,1 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 23 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Elias Fausto 5 m mínimo 150 m mediana 301,3 m máximo
Metade dos poços fica entre 104 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Elias Fausto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 6 · 18% 100-150 m 10 · 30% 150-200 m 8 · 24% acima de 200 m 8 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Elias Fausto 2 1990 23 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Elias Fausto. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 48% Abastecimento urbano 6 · 21% Abastecimento industrial 4 · 14% Outros (lazer,etc.) 2 · 7% Irrigação 2 · 7% Abastecimento doméstico/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 10 poços
  • Grupo Tubarão — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Formação Tatuí — 1 poço

O território e o subsolo de Elias Fausto

Elias Fausto tem 17.699 habitantes distribuídos em 202,4 km², o que dá 87,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 832 dos 5.967 domicílios de Elias Fausto — 13,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 759 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 761 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Elias Fausto

Com base em 1.472 poços cadastrados num raio de 30 km de Elias Fausto - SP, 80% deles foram concluídos entre 94 m e 300 m, com profundidade mediana de 170 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 13,6 m³/h), sobre 447 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (79% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Elias Fausto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.472 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

170 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
52,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 447 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Elias Fausto: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta1.472 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Elias Fausto costumam descer

  • até 50 m 2%28
  • 50 a 100 m 15%193
  • 100 a 150 m 26%347
  • acima de 150 m 57%763

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 7,8 m³/h 150 m 347147 com teste
Grupo Itararé 8,0 m³/h 200 m 206179 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 3,7 m³/h 138 m 3833 com teste
Formação Serra Geral 9,9 m³/h 176 m 2015 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,3 m³/h 111 m 1816 com teste
Corpo Cristalino 4,5 m³/h 127 m 167 com teste
Quaternário 7,2 m³/h 168 m 32 com teste
Formação São Roque 2,6 m³/h 180 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Grupo Tubarão 8 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m111 poços Grupo Tubarão 77 · Grupo Itararé 17 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7
  • 100 a 150 m183 poços Grupo Tubarão 101 · Grupo Itararé 45 · Complexo Varginha-Guaxupe 16
  • acima de 150 m357 poços Grupo Tubarão 161 · Grupo Itararé 143 · Complexo Varginha-Guaxupe 16

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Elias Fausto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Elias Fausto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.