São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio das Pedras - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio das Pedras, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação corumbataí
  • 33poços cadastrados
  • 223,8 mprofundidade média
  • 245 mprofundidade mediana
  • 88,7 mnível estático médio

Como são os poços em Rio das Pedras - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Rio das Pedras - SP. A profundidade média é de 223,8 m e a mediana, 245 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 88,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Corumbataí. No Censo 2022, 535 dos 10.674 domicílios do município — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
223,8 m
Profundidade mediana
245 m
Nível estático médio
88,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Corumbataí
Ante a média do estado
67,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
31.328 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
535 (5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Rio das Pedras, com profundidade média de 223,8 m (mediana de 245 m, variando de 2 m a 380 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Corumbataí, presente em 20% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio das Pedras é 67,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Rio das Pedras

Poços cadastrados em Rio das Pedras - SP
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média223,8 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana245 m
Faixa de profundidade2 m a 380 m
Nível estático médio88,7 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio117,8 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Corumbataí 20% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 15 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Rio das Pedras 2 m mínimo 245 m mediana 380 m máximo
Metade dos poços fica entre 160 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio das Pedras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 2 · 6% 100-150 m 4 · 12% 150-200 m 3 · 9% acima de 200 m 22 · 67%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio das Pedras 1 1960 2 1980 10 2000 15 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio das Pedras. Valores em poços. Abastecimento industrial 11 · 37% Outros (lazer,etc.) 8 · 27% Abastecimento doméstico 5 · 17% Abastecimento urbano 4 · 13% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3% Abastecimento doméstico/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Corumbataí — 6 poços
  • Formação Tatuí — 6 poços
  • Grupo Passa Dois — 5 poços
  • Grupo Itararé — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Irati — 4 poços

O território e o subsolo de Rio das Pedras

Rio das Pedras tem 31.328 habitantes distribuídos em 226,7 km², o que dá 138,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Piracicaba, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 535 dos 10.674 domicílios de Rio das Pedras — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 378 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 406 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio das Pedras, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio das Pedras

Com base em 956 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio das Pedras - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 302 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,8 m³/h e 15,1 m³/h), sobre 322 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 40 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio das Pedras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 956 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
40 mnível estático mediano
33,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 322 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio das Pedras: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta956 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio das Pedras costumam descer

  • até 50 m 2%17
  • 50 a 100 m 9%80
  • 100 a 150 m 21%176
  • acima de 150 m 68%581

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 12,4 m³/h 184 m 17899 com teste
Grupo Itararé 7,9 m³/h 210 m 117103 com teste
Grupo Passa Dois 6,0 m³/h 200 m 3927 com teste
Formação Serra Geral 12,1 m³/h 240 m 2825 com teste
Formação Corumbataí 12,1 m³/h 252 m 1716 com teste
Formação Tatuí 8,1 m³/h 150 m 77 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9,0 m³/h 156 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Tubarão 3 · Grupo Passa Dois 3 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m46 poços Grupo Tubarão 26 · Grupo Itararé 11 · Grupo Passa Dois 2
  • 100 a 150 m83 poços Grupo Tubarão 44 · Grupo Itararé 27 · Formação Serra Geral 4
  • acima de 150 m264 poços Grupo Tubarão 105 · Grupo Itararé 78 · Grupo Passa Dois 31

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio das Pedras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio das Pedras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.