São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Porto Ferreira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Porto Ferreira, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo passa dois
  • 25poços cadastrados
  • 117,9 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 27,4 mnível estático médio

Como são os poços em Porto Ferreira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Porto Ferreira - SP. A profundidade média é de 117,9 m e a mediana, 90 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Passa Dois. No Censo 2022, 250 dos 19.049 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
117,9 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
27,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Passa Dois
Ante a média do estado
38,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
52.649 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
250 (1,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Porto Ferreira, com profundidade média de 117,9 m (mediana de 90 m, variando de 29,5 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Passa Dois, presente em 42% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Porto Ferreira é 38,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Porto Ferreira

Poços cadastrados em Porto Ferreira - SP
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média117,9 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade29,5 m a 360 m
Nível estático médio27,4 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio62,2 m 18 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteGrupo Passa Dois 42% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 9 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Porto Ferreira 29,5 m mínimo 90 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Porto Ferreira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 28% 50-100 m 8 · 32% 100-150 m 3 · 12% 150-200 m 3 · 12% acima de 200 m 4 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Porto Ferreira 1 1960 9 1970 1 1980 4 1990 8 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Porto Ferreira. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 52% Abastecimento doméstico 5 · 20% Sem uso 4 · 16% Abastecimento urbano 2 · 8% Outros (lazer,etc.) 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 19 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Passa Dois — 10 poços
  • Formação Corumbataí — 6 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Porto Ferreira

Porto Ferreira tem 52.649 habitantes distribuídos em 244,9 km², o que dá 215,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Carlos, na região intermediária de Araraquara.

No Censo 2022, 250 dos 19.049 domicílios de Porto Ferreira — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 205 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 252 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Porto Ferreira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Porto Ferreira

Com base em 204 poços cadastrados num raio de 30 km de Porto Ferreira - SP, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 278 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 116 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Porto Ferreira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 204 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
7,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 116 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Porto Ferreira: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta204 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Porto Ferreira costumam descer

  • até 50 m 11%22
  • 50 a 100 m 33%65
  • 100 a 150 m 19%38
  • acima de 150 m 36%70

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 11,0 m³/h 100 m 3926 com teste
Formação Serra Geral 7,3 m³/h 120 m 3416 com teste
Formação Piramboia 18,1 m³/h 120 m 2726 com teste
Grupo Passa Dois 10,6 m³/h 123 m 148 com teste
Formação Corumbataí 8,0 m³/h 100 m 1313 com teste
Grupo Bauru 28,4 m³/h 157 m 96 com teste
Grupo Tubarão 19,3 m³/h 112 m 33 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12,3 m³/h 62 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação Serra Geral 4 · Formação Corumbataí 3 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m51 poços Formação Botucatu 19 · Formação Piramboia 12 · Formação Serra Geral 7
  • 100 a 150 m30 poços Formação Serra Geral 11 · Formação Botucatu 8 · Formação Piramboia 4
  • acima de 150 m54 poços Formação Serra Geral 12 · Formação Piramboia 11 · Formação Botucatu 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Porto Ferreira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Porto Ferreira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.