São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Onda Verde - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Onda Verde, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 29poços cadastrados
  • 97 mprofundidade média
  • 82 mprofundidade mediana
  • 29,4 mnível estático médio

Como são os poços em Onda Verde - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Onda Verde - SP. A profundidade média é de 97 m e a mediana, 82 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 260 dos 1.703 domicílios do município — 15,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
97 m
Profundidade mediana
82 m
Nível estático médio
29,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
59 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.771 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
260 (15,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Onda Verde, com profundidade média de 97 m (mediana de 82 m, variando de 56 m a 171,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Onda Verde é 59 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Onda Verde

Poços cadastrados em Onda Verde - SP
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média97 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana82 m
Faixa de profundidade56 m a 171,5 m
Nível estático médio29,4 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,5 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 94% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Onda Verde 56 m mínimo 82 m mediana 171,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 113 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Onda Verde por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 21 · 75% 100-150 m 4 · 14% 150-200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Onda Verde 4 1960 1 1970 9 1990 4 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Onda Verde. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 50% Abastecimento urbano 6 · 23% Abastecimento doméstico 5 · 19% Irrigação 1 · 4% Outros (lazer,etc.) 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 16 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Onda Verde

Onda Verde tem 4.771 habitantes distribuídos em 242,9 km², o que dá 19,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 260 dos 1.703 domicílios de Onda Verde — 15,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 247 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 262 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Onda Verde

Com base em 383 poços cadastrados num raio de 30 km de Onda Verde - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 198 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 14,9 m³/h (metade dos poços entre 9,0 m³/h e 22,0 m³/h), sobre 164 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Onda Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 383 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
14,9 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
13,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 164 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Onda Verde: 77/100

77 de 100

Confiança: amostra alta383 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 90peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Onda Verde costumam descer

  • até 50 m 0%1
  • 50 a 100 m 53%196
  • 100 a 150 m 30%110
  • acima de 150 m 17%64

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 14,9 m³/h 100 m 211156 com teste
Formação Serra Geral 57,8 m³/h 170 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m114 poços Grupo Bauru 114
  • 100 a 150 m59 poços Grupo Bauru 57 · Grupo Beneficente 1 · Formação São José do Rio Preto 1
  • acima de 150 m43 poços Grupo Bauru 40 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Onda Verde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Onda Verde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.