São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Europa - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Europa, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 174,8 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 28,7 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Europa - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Nova Europa - SP. A profundidade média é de 174,8 m e a mediana, 130 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 116 dos 3.373 domicílios do município — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
174,8 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
28,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
18,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
9.311 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
116 (3,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Nova Europa, com profundidade média de 174,8 m (mediana de 130 m, variando de 35 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Europa é 18,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Nova Europa

Poços cadastrados em Nova Europa - SP
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média174,8 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade35 m a 350 m
Nível estático médio28,7 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,3 m 3 poços com o dado
Vazão específica média3,7 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 73% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Nova Europa 35 m mínimo 130 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 118 m e 305 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Europa por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 11% 50-100 m 2 · 11% 100-150 m 7 · 39% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 6 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Europa 3 1980 2 1990 1 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Europa. Valores em poços. Abastecimento industrial 5 · 42% Abastecimento doméstico 3 · 25% Abastecimento urbano 2 · 17% Outros (lazer,etc.) 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços

O território e o subsolo de Nova Europa

Nova Europa tem 9.311 habitantes distribuídos em 160,3 km², o que dá 58,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.

No Censo 2022, 116 dos 3.373 domicílios de Nova Europa — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 101 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 112 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Nova Europa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Europa

Com base em 350 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Europa - SP, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 387 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 11,8 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 39,6 m³/h), sobre 161 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Europa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 350 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
11,8 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
12,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 161 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Europa: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta350 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 83peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Europa costumam descer

  • até 50 m 15%47
  • 50 a 100 m 28%89
  • 100 a 150 m 16%53
  • acima de 150 m 41%133

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,0 m³/h 158 m 6556 com teste
Formação Serra Geral 24,4 m³/h 150 m 4628 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 6,9 m³/h 90 m 4343 com teste
Formação Botucatu 85,2 m³/h 152 m 1412 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação Vale do Rio do Peixe 6 · Grupo Bauru 4 · Formação Serra Geral 2
  • 50 a 100 m49 poços Grupo Bauru 20 · Formação Vale do Rio do Peixe 18 · Formação Serra Geral 7
  • 100 a 150 m29 poços Formação Serra Geral 16 · Grupo Bauru 6 · Formação Vale do Rio do Peixe 4
  • acima de 150 m82 poços Grupo Bauru 35 · Formação Serra Geral 21 · Formação Vale do Rio do Peixe 15

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Europa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Europa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.