São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mogi Mirim - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mogi Mirim, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 108poços cadastrados
  • 163,6 mprofundidade média
  • 151 mprofundidade mediana
  • 32,5 mnível estático médio

Como são os poços em Mogi Mirim - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 108 poços em Mogi Mirim - SP. A profundidade média é de 163,6 m e a mediana, 151 m, medida em 104 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 1.568 dos 33.795 domicílios do município — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
108
Profundidade média
163,6 m
Profundidade mediana
151 m
Nível estático médio
32,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
7,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
92.558 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.568 (4,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 108 poços em Mogi Mirim, com profundidade média de 163,6 m (mediana de 151 m, variando de 3 m a 336 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mogi Mirim é 7,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mogi Mirim

Poços cadastrados em Mogi Mirim - SP
Poços no cadastro nacional108 poços
Profundidade média163,6 m 104 poços com o dado
Profundidade mediana151 m
Faixa de profundidade3 m a 336 m
Nível estático médio32,5 m 57 poços com o dado
Nível dinâmico médio105,4 m 53 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 53 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 63% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 59 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 52 poços
Poços com teste de vazão108 de 108
Distribuição das profundidades em Mogi Mirim 3 m mínimo 151 m mediana 336 m máximo
Metade dos poços fica entre 114 m e 207 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mogi Mirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 3% 50-100 m 22 · 21% 100-150 m 26 · 25% 150-200 m 23 · 22% acima de 200 m 30 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mogi Mirim 1 1920 1 1950 16 1970 6 1980 14 1990 52 2000 10 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mogi Mirim. Valores em poços. Abastecimento industrial 59 · 60% Outros (lazer,etc.) 15 · 15% Abastecimento doméstico 9 · 9% Abastecimento urbano 8 · 8% Pecuária 4 · 4% Irrigação 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 40 poços
  • Fissural — 24 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 33 poços
  • Grupo Tubarão — 24 poços
  • Corpo Cristalino — 14 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 6 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 5 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 5 poços

O território e o subsolo de Mogi Mirim

Mogi Mirim tem 92.558 habitantes distribuídos em 497,7 km², o que dá 186,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mogi Guaçu, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 1.568 dos 33.795 domicílios de Mogi Mirim — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.118 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.503 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mogi Mirim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mogi Mirim

Com base em 986 poços cadastrados num raio de 30 km de Mogi Mirim - SP, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 246 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 9,0 m³/h), sobre 434 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mogi Mirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 986 poços no raio, contra 108 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
34,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 434 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mogi Mirim: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta986 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mogi Mirim costumam descer

  • até 50 m 7%68
  • 50 a 100 m 29%267
  • 100 a 150 m 26%243
  • acima de 150 m 37%339

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 5,3 m³/h 120 m 263137 com teste
Grupo Itararé 5,0 m³/h 167 m 112107 com teste
Corpo Cristalino 5,7 m³/h 100 m 5636 com teste
Complexo Amparo 7,6 m³/h 115 m 2823 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,7 m³/h 150 m 2724 com teste
Formação Serra Geral 9,0 m³/h 177 m 1811 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 2,4 m³/h 157 m 1510 com teste
Formação Aquidauana 6,0 m³/h 150 m 1212 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Tubarão 2 · Complexo Amparo 2
  • 50 a 100 m185 poços Grupo Tubarão 106 · Corpo Cristalino 26 · Grupo Itararé 23
  • 100 a 150 m149 poços Grupo Tubarão 73 · Grupo Itararé 27 · Corpo Cristalino 13
  • acima de 150 m210 poços Grupo Tubarão 82 · Grupo Itararé 60 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mogi Mirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mogi Mirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.