São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Jarinu - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jarinu, São Paulo.
- aquífero fissural
- complexo varginha-guaxupe
- 59poços cadastrados
- 167,3 mprofundidade média
- 170 mprofundidade mediana
- 17 mnível estático médio
Como são os poços em Jarinu - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 59 poços em Jarinu - SP. A profundidade média é de 167,3 m e a mediana, 170 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 3.827 dos 12.965 domicílios do município — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 59
- Profundidade média
- 167,3 m
- Profundidade mediana
- 170 m
- Nível estático médio
- 17 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Varginha-Guaxupe
- Ante a média do estado
- 11,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 37.535 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 3.827 (29,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 59 poços em Jarinu, com profundidade média de 167,3 m (mediana de 170 m, variando de 6 m a 294 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 64% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Jarinu é 11,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Jarinu
| Poços no cadastro nacional | 59 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 167,3 m 57 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 170 m |
| Faixa de profundidade | 6 m a 294 m |
| Nível estático médio | 17 m 18 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 82,1 m 19 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,1 m³/h por metro 18 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Varginha-Guaxupe 64% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 23 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 32 poços |
| Poços com teste de vazão | 59 de 59 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 22 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Varginha-Guaxupe — 16 poços
- Corpo Cristalino — 3 poços
- Terciário-Quaternário — 3 poços
- Grupo São Roque — 3 poços
O território e o subsolo de Jarinu
Jarinu tem 37.535 habitantes distribuídos em 207,5 km², o que dá 180,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.
No Censo 2022, 3.827 dos 12.965 domicílios de Jarinu — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.613 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.550 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Jarinu
Com base em 1.769 poços cadastrados num raio de 30 km de Jarinu - SP, 80% deles foram concluídos entre 22 m e 270 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 7,8 m³/h), sobre 354 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jarinu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.769 poços no raio, contra 59 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 354 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Jarinu: 39/100
Confiança: amostra alta1.769 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Jarinu costumam descer
- até 50 m 19%303
- 50 a 100 m 13%215
- 100 a 150 m 22%353
- acima de 150 m 47%759
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Varginha-Guaxupe | 3,5 m³/h | 150 m | 256195 com teste |
| Corpo Cristalino | 4,6 m³/h | 150 m | 8047 com teste |
| Terciário-Quaternário | 4,8 m³/h | 132 m | 3620 com teste |
| Grupo São Roque | 7,5 m³/h | 180 m | 2019 com teste |
| Complexo Granito-Gnáissico | 1,3 m³/h | 150 m | 172 com teste |
| Complexo Metamórfico-Migmatítico | 4,0 m³/h | 127 m | 163 com teste |
| Complexo Amparo | 2,5 m³/h | 115 m | 1513 com teste |
| Grupo Serra do Itaberaba | 3,9 m³/h | 160 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m35 poços Complexo Varginha-Guaxupe 17 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Amparo 5
- 50 a 100 m78 poços Complexo Varginha-Guaxupe 42 · Corpo Cristalino 9 · Terciário-Quaternário 9
- 100 a 150 m144 poços Complexo Varginha-Guaxupe 85 · Corpo Cristalino 23 · Terciário-Quaternário 16
- acima de 150 m198 poços Complexo Varginha-Guaxupe 112 · Corpo Cristalino 38 · Grupo São Roque 14
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Jarinu?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jarinu.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Jarinu
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.