São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jales - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jales, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 169poços cadastrados
  • 166,9 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 20,5 mnível estático médio

Como são os poços em Jales - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 169 poços em Jales - SP. A profundidade média é de 166,9 m e a mediana, 102 m, medida em 136 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 1.095 dos 19.080 domicílios do município — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
169
Profundidade média
166,9 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
20,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
10,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
48.776 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.095 (5,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 169 poços em Jales, com profundidade média de 166,9 m (mediana de 102 m, variando de 21 m a 1.322,9 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 79% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jales é 10,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jales

Poços cadastrados em Jales - SP
Poços no cadastro nacional169 poços
Profundidade média166,9 m 136 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade21 m a 1.322,9 m
Nível estático médio20,5 m 94 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,2 m 90 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 86 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 79% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 57 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão169 de 169
Distribuição das profundidades em Jales 21 m mínimo 102 m mediana 1.322,9 m máximo
Metade dos poços fica entre 94 m e 122 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jales por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 4% 50-100 m 56 · 41% 100-150 m 63 · 46% 150-200 m 4 · 3% acima de 200 m 8 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jales 2 1950 17 1960 16 1970 23 1980 13 1990 26 2000 15 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jales. Valores em poços. Abastecimento doméstico 57 · 39% Abastecimento urbano 55 · 37% Abastecimento industrial 15 · 10% Outros (lazer,etc.) 9 · 6% Irrigação 6 · 4% Abastecimento múltiplo 5 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 113 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 119 poços
  • Formação Serra Geral — 24 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Formação Piramboia — 2 poços

O território e o subsolo de Jales

Jales tem 48.776 habitantes distribuídos em 368,6 km², o que dá 132,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 1.095 dos 19.080 domicílios de Jales — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.035 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.009 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jales, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jales

Com base em 423 poços cadastrados num raio de 30 km de Jales - SP, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 195 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 17,1 m³/h), sobre 216 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jales se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 423 poços no raio, contra 169 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
15,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 216 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jales: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta423 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jales costumam descer

  • até 50 m 4%16
  • 50 a 100 m 40%146
  • 100 a 150 m 37%135
  • acima de 150 m 18%66

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,9 m³/h 109 m 291203 com teste
Formação Serra Geral 10,7 m³/h 141 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Grupo Bauru 14 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m111 poços Grupo Bauru 108 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Tubarão 1
  • 100 a 150 m117 poços Grupo Bauru 115 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m56 poços Grupo Bauru 54 · Formação Serra Geral 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jales?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jales.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.